terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O Silêncio dos Inocentes.






                      O Silêncio dos Inocentes.

           Começo a crônica de hoje parafraseando o título de um livro/filme, mas o conteúdo - e não história porque seria fictícia - é tristemente real.
          Amo animais, preocupo-me com eles, defendo-os e sei, as vezes, torno-me intrânsigente visto que em sua defesa vou muitas vezes a extremos.
        Algumas pessoas, vez por outra, teimam em questionar-me com a repetida e cansada pergunta, que já está careca de tão velha:  "Com tanta criança passando fome, tu preocupado com cachorros?"
         Caramba, vou tentar responder pela enésima vez, e para que fique gravado no intelecto dos meus algozes insatisfeitos com meu proceder, vou faze-lo no estilo   "Dez Respostas para uma Pergunta".
       Apenas para inicio de conversa, eu ajudo sim a criânças, idosos, e instituições como a AAPECAN e sinto-me muito feliz com isso. Então vamos ao que interessa.

    Primeiro:  Ajudar pessoas é bem mais complexo e em muitos casos impossível (sei porque o faço). Já com os animais é bem mais simples, bastando um pouco de carinho, atenção, abrigo, àgua e comida.
    Segundo:  Muitos que me fazem essa pergunta não ajudam ninguém.
   Terceiro: Se as pessoas não têm algo de bom a dizer, não deveriam dizer nada. É muito melhor e mais educado do que fazer críticas a opiniões alheias.
   Quarto:  Animais merecem nosso respeito da mesma forma que as pessoas. Não vejo diferença alguma quanto a isso. Vida é vida meus amigos.
   Quinto:  Com bilhões de pessoas no planeta, por certo existe gente suficiente para ajudar em todas as frentes, não sendo a causa animal um impeditivo para a ajuda ao ser humano. Quem sabe aquele que fez a pergunta não ocupa seu tempo, mente e coração ajudando pessoas em vez de fazer perguntas sem sentido.
   Sexto:  Animais são uma dádiva, são maravilhosos para as pessoas. Ajuda-los é ajudar também o ser humano. Hoje já se tem amplo conhecimente acerca dos benefícios físicos, emocionais e psicológicos que ocorrem quando estamos em contato ou possuímos um animalzinho.
    Sétimo:  Porque me identifico com isso. simples assim. Alguns defendem o meio ambiente, outros a idosos, outros a criânças, outros a animais... ah e outros não se dedicam a nada além deles mesmos. Se eu respeito todas essas escolhas, respeitem a minha.
  Oitavo: Porque eu convivo com meus animais, cuido deles e os conheço. Tu já experimentaste?
   Nono:  Porque eles sentem fome, frio, dor, alegria, saudade, carinho por seus donos. Não existe nada mais humano do que ajudar um inocente, mesmo que seu pedido seja feito no mais puro silêncio.
   Décimo:  Criânças, idosos, pessoas em situações de risco, drogados e até bandidos têm ajuda organizada da sociedade. Existem inúmeros orgãos que cuidam destas questões. Com os animais não é assim. Busco dessa forma preencher o vazio onde ele existe e auxiliar quem não tem voz para chorar e pedir ajuda.
   Descupe-me mas não existe nada mais irracional do que o pensamento de que bicho não precisa ou merece cuidados.
   Pode ser que você seja aquele que não gosta de cuidar ou até mesmo de possuir bichos, então obviamente por mais que eu tenha me esforçado para ser claro, com certeza nada do que disse até agora deve servir de resposta à pergunta inicial. 

    Ainda assim tudo bem, mas pare de questionar minhas ações ou opções e vai buscar uma utilidade no meio social ajudando quem quiseres. As criânças por exemplo. 
    Ainda não tive que pedir ajuda a ninguém, mas se chegar o dia em que isso venha a  ocorrer, basta dizer não, é mais educado.

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domingo, 25 de novembro de 2012

Condenações dos réus do mensalão!




      Seria ingenuidade imaginar que a condenação dos réus do mensalão, especialmente de lideranças políticas que ocuparam cargos importantes na administração do país será suficiente para eliminar a corrupção, a promiscuídade e a mentalidade patrimonialista de apropriação do estado por governantes e agentes públicos.
     Ainda haveremos de chegar ao ideal preconizado pelo ministro Celso de Mello ao proferir seu voto sobre a compra de apoio parlamemtar: "O Estado Brasileiro não tolera o poder que corrompe e nem tolera o poder que se deixa corromper, quem tem o poder e a força do Estado não tem o direito de usá-lo em seu próprio benefício".
     Por aí se percebe que o propósito maior do supremo neste episódio do mensalão não foi julgar pessoas, nem prejuudicar projetos políticos e partidários, mas sim, condenar práticas incompatíveis com a democracia e com os ideais republicanos.
     O sinal da mais alta corte do país é claro: Chega de tolerância com a corrupção travestida de normalidade. Não é normal nem aceitável que governantes, ministros e parlamentares finjam que não veem o que ocorre sob suas barbas.
     Aquela desculpa de que "todo mundo faz" não cola mais e pode dar cadeia.

Texto: AnalfaBlog
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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Problemas



               Sentado no escritório, com a cabeça fervilhando de coisas existenciais que indistintamente nos cercam todos os dias, algo me saltou à mente como se fosse um painel, um banner ou mesmo uma tela: Deparei-me pensando na complexidade cruel dos fatos que nos cercam, frente a simplicidade da vida. Logo eu que repudio toda e qualquer idéia filosófica que dificulte o trato com as coisas simples.
     Decidi então, rebobinar o filme a fim de descobrir onde havia perdido o norte, e enveredado por sendas e caminhos que não me são costumazes, visto que sou adepto convicto do mantra: "Se pode simplificar não complique".
      Rotineiramente as pessoas, no mundo em que vivemos hoje, intencionalmente ou não buscam o complexo como se com uma dimensão maior seus problemas fossem se tornar mais claros. 
        Gosto de pensar que um problema é uma agulha na palma da mão, se cair no chão basta pega-la e vamos à luta. Temos que descobrir onde é a ponta, o furo, como usa-la, e que se a espetarmos vai machucar, como é comum no caso dos problemas. A maioria das criaturas procuram um monte de feno para ali sentarem e tentar resolver suas vidas, mas a agulha que tem na mão pode cair no feno e aí...
     Nosso maior trunfo é a paz interior, mas somente pode ser acessada através da simplicidade. 
      A simplicidade é a porta de entrada para a sabedoria, e após dois ou três passos inicia-se o percurso rumo ao conhecimento, uma identificação com um linguajar que estabelece uma deliciosa comunicação com nosso íntimo.
        A simplicidade concentra a verdade das coisas, não toda a verdade,  mas o seu núcleo, um ponto de partida universal, de onde tudo poderá se tornar mais abrangente, claro e completo, à escolha do freguês.
    O mundo de hoje dita as regras no tipo inverso resultando que muita gente só se impressiona com o que não entende bem. Já a simplicidade é direta, translúcida e estabelece rapida conexão com o ser. Para horror dos filósofos.

Apêndice: - Sem valor textual e desconexo do postado acima, mas a quem interessar possa:

Você pode estar pensando: Que monte de asneiras, Filosofia barata, Cara metido a besta, Mas a pergunta do milhão é: 
Como consigo paz com tantos problemas? 
E só assumir, sem deixar margens para mal entendidos, que "ninguem pode caminhar o seu caminho". Um amigo, o irmão, pai, mãe, enfim podem caminhar ao seu lado mas ninguem pode caminhar o seu caminho. Assuma que só você pode resolver sua vida, suas pendências, pedir suas desculpas e tocar sua vida, de uma forma que agrade A ou desagrade B mas só você pode fazer algo "por você" e  lembre:  É a sua vida.

Texto: AnalfaBlog
Comemtários: AnalfaBlog

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Súplica ao meu Amor!











Súplica ao meu Amor!
 
Se você realmente me ama, não minta pra mim, não me roube e não me traia.
Mas se tiver que mentir que seja pra me dizer que sou lindo e me matar de rir. 
Se tiver que me roubar que roube todas as tristezas que possa carregar. 
E se realmemte tiver que trair, que traia a morte e jamais me deixe só.
 
Texto: AnalfaBlog. 
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terça-feira, 6 de novembro de 2012

A fé nossa de cada dia dai-nos hoje...





 
   
   
        





  Não procures religião, encontre Deus.
  Não desperdice sua curta vida seguindo profetas, pastores, bispos, padres em busca de salvação, encontre a fé em seu estado mais puro dentro de si mesmo. 
  Lembre que aquilo que Deus não lhe forneceu, religioso algum lhe proverá. 
  São hábeis nas promessas e palavras usando uma bíblia que não lhes foi escrita, mas para toda a humanidade. São contra tudo e todos que não lhes são afins, como se leprosos fossem, ou possuídos pelo demônio.
  Pregam em nome de um Jesus que mal conhecem, mas isso frente a magnitude divina é apenas o som da mente humana se chocando contra os limites da linguagem, como moscas na vidraça. 
 Jesus em vida foi um revolucionário, tome-o como exemplo e faça uma mudança em sua vida. Na verdade as pessoas não fazem revoluções para serem livres, elas fazem revoluções porque são livres.
 Homens morrem sem se resignar a idéia de que a verdadeira e inexpugnável glória de Deus começa onde termina a linguagem humana.
 
Texto: AnalfaBlog. 
Comentários: AnalfBlog.

Retalhos do dia a dia.



Coletânea de observações vindas a partir de observações do nosso cotidiano.

           Causou-me espanto ler num jornal da capital gaúcha uma observação sobre as ferramentas utilizadas pelos senadores brasileiros em seu "trabalho":  - Tablet pessoal. A grande maioria revela sem o menor pudor, não saber usar e nem ter interesse em aprender. - Notebook. O senador entrevistado revela que tem vários "rolando" pelos gabinetes e que as vezes tem dificuldade até de localizar o seu. - Telefone celular. A média dos parlamentares possuem três, para (dizem) melhor exercer o seu ofício. Isso tudo generosamente pago pelo contribuínte, ou seja você, eu, o taxista, o padeiro etc... Agora vejamos as ferramentas utilizadas pela maioria dos professores públicos brasileiros: - Giz e Quadro-negro, quase sempre em péssimas condições assim como  as escolas em que ensinam. E nas campanhas eleitorais, políticos pregam em alta voz ser a educação a prioridade para o desenvolvimento do país.

     Jornal local estampa na coluna policial matéria em que a irmã de uma vítima de assalto, ligou para a polícia relatando o recém ocorrido fato, e teve como resposta de uma policial que não era possível fazer nenhum atendimento ou mesmo ir ao local por estarem sem viaturas. O que? Em uma cidade de quase 400.000 habitantes não ter viatura? Como um país, dito "emergente", saíndo do terceiro mundo, que não tem dinheiro sequer para comprar viaturas policiais quer sediar uma copa do mundo?

     Apenas por curiosidade, fico pensando se nossos líderes tanto no legislativo, executivo ou judiciário não estão exagerando nas sucessivas propostas de aumentos exponenciais de seus já vultosos salários, incrivelmentes maiores do que a receita da grande população, que no final das contas é quem realmente trabalha e produz nesse país, para que eles brinquem de autoridades e recebam os louros do poder. Gostaria de ver um, apenas um, dos nossos mandatários seguir o exemplo de Deng Xiao Ping, que se destituiu de todo salário, e de todas as regalias e honrarias ao assumir uma China caótica e atrasada e graças ao seu governo é hoje a potência comercial e financeira mais respeitada no mundo. Gostaria de ver, mas como tenho preguiça de esperar sentado vou juntar-me a voces, porque amanhã temos todos que trabalhar. Por todos entenda-se "o povo" é claro.

     O país tem uma estrutura tributária absurda, caótica, que supostamente só beneficia os arrecadadores, mas nem isso, porque não se pode arrecadar bem de uma economia constrangida pela própria forma de arrecadação. O Brasil tem uma infra-estrutura doente de terra e ar, e mata seu futuro a cada dia negando dignidade a professores, policiais e produtores de ciência e cultura. E o que faz o Brasil diante disso? Vai discutir acordos para minimizar o efeito mensalão.

     A premissa é de que um governo gasta boa parte do seu tempo e dos seus recursos trabalhando para reeleger o seu antigo chefe. Não é possível que nesse transatlântico só haja marinheiros de primeira viagem. A luta pela permanência no poder nasceu no dia em que se abandonou a ética e se criou a impunidade. Qual é exatamente essa diferença abismal entre tentar manter no cargo o mesmo governante e tentar eleger um sucessor aliado? Afinal o que é melhor? Um bis de  Lula Maluf ou a invenção de um Aécio Lula?

     Numa agenda política tacanha, em que só há foco para discussão de crises, CPIs e outras trombadas, a celebração de um pacto entre governo e oposição para acabar com o estigma de mensalão e mensaleiros, compõe o quadro acabado de uma república com alma de rincão. Para que botar ordem na tribo se podemos ficar aqui eternamente discutindo os cargos para os caciques?

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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Anos 70... Retrospectiva sem vergonha.


    Não é saudosismo, mas tem dias em que ao visualizar cenas do cotidiano com crianças ou adolescentes de hoje, me pego divagando sobre o que foi a minha própria juventude.
    Lembro dos anos 70 e 80 e me dou conta de que nós fomos os últimos a brincar na rua até tarde, e tarde significava até as 18 horas, bastando o pai ou a mãe chamar que nos despedíamos da turma sempre marcando futebol no campinho, jogo de taco na rua ou outra brincadeira qualquer.
    Fomos nós os primeiros a conhecer vídeo-games e também a tv à cores. Com 12, 14, 16 anos e até mais, íamos a parques de diversão e ninguem tinha vergonha de ser feliz, até mesmo porque com essa idade eramos crianças e tudo bem.
    Tínhamos, as vezes, diferenças com os outros meninos que eram resolvidas na hora, na rua mesmo e nunca se usou facas ou armas contra outro garoto, pois isso pra nós era coisa de fracos ou de marginais adultos. A coisa era no braço mesmo e tinhamos orgulho disso, assim como era muito legal no outro dia todos fazerem as pazes pra brincar de novo.

   Os carros não tinham cintos de segurança, apoios de cabeça, nem air-bag e íamos soltos no banco de trás fazendo aquela farra! E isso não era perigoso!
   Não havia travas de segurança nas portas dos carros, chaves nos armários de  medicamentos, detergentes ou químicos domésticos.
  As camas tinham grades e os brinquedos eram multicores com pecinhas que se soltavam ou no mínimo pintados com umas tintas  “duvidosas“ contendo chumbo ou outro veneno qualquer e ninguem se acidentava com  isso.
  A gente andava de bicicleta para lá e pra cá, sem capacete, joelheiras, caneleiras e cotoveleiras... Bebíamos água de filtro de barro, da torneira, de uma mangueira, ou de uma fonte e não águas minerais em garrafas ditas "esterilizadas".
    Construíamos aqueles famosos carrinhos de rolimã e aqueles que tinham a sorte de morar perto de uma ladeira asfaltada, podiam tentar bater records de velocidade e até verificar no meio do caminho que tinham tirado os calçados para economizar a sola dos sapatos, que eram usados como freios... E estavam descalços... Depois de alguns acidentes... Todos os problemas estavam resolvidos!
    Iamos brincar na rua com uma única condição: devíamos voltar para casa ao anoitecer. Não havia celulares... E mesmo assim nossos pais sabiam onde estávamos! Incrível!
    Tínhamos aulas só de manhã, e íamos almoçar em casa.
    Quando tinhamos piolho usavamos Neocid em pó.
    Braço no gesso, dentes partidos, joelhos ralados, cabeça raspada, Alguém se queixava disso?
   Todos tinham razão, menos nós pois aprendíamos desde cedo uma coisa chamada respeito aos mais velhos ...

    Comíamos doces à vontade, pão com manteiga, bebidas com o (perigoso) açúcar.  Não se falava de obesidade, brincávamos sempre na rua e éramos super ativos ... E ninguem ficava neurótico só porque o amiguinho não emprestou seu brinquedo.
    Dividíamos com nossos amigos uma Tubaína comprada naquela vendinha da esquina, gole a gole e nunca ninguém morreu por isso ....
    Nada de Playstations, Nintendo 64, X box, jogos de Vídeo, Internet por satélite, Video cassete e DVD, Dolby surround, Celular com câmera, Computador, Chats na Internet,... Só amigos. 

    Quem não teve um cachorro Rin Tin Tin?  Nada de ração. Comiam a mesma comida que nós (muitas vezes os restos), e sem problema algum!
    Banho quente? Xampú? Que nada! No quintal, um segurava o cão e o outro com a mangueira fria ia jogando água e esfregando-o com (acreditem se quiserem) sabão em barra de lavar roupa!
    Algum cachorro morreu ou adoeceu por causa disso?
   A pé ou de bicicleta, íamos à casa dos nossos amigos, mesmo que morassem a vários quarteirões de nossa casa, entrávamos sem bater e íamos brincar.
    É verdade! Lá fora, nesse mundo cinzento e sem segurança!
    Como era possível viver?
  Jogávamos futebol na rua, com a trave sinalizada por duas pedras, e mesmo que não fossemos escalados... ninguém ficava frustrado e nem era o “FIM DO MUNDO“!
  Na escola tinha bons e maus alunos. Uns passavam de ano e outros eram reprovados. Ninguém ia por isso a um psicólogo ou psicoterapeuta. Não havia a moda dos superdotados, nem se falava em dislexia, problemas de concentração, hiperatividade. Quem não passava, simplesmente repetia de ano e tentava de novo no ano seguinte!
                                                        
  As nossas festas eram animadas por radiolas com agulhas de diamantes deslizando sobre os discos de vinil, luz negra e um delicioso coquetel feito de groselha e maçã em cubinhos.
   Tinhamos: Liberdade, Fracassos, Sucessos, Brincadeiras e Deveres... e aprendíamos a lidar com cada um deles!

         A pergunta que me faço hoje é:  Como conseguíamos sobreviver em um mundo quase "da idade da pedra", sem termos tudo que a vida de hoje, tão glamorizada pela mídia, com liberdade total e tudo o que ela tem a oferecer:
          Liberdade para ficar 10, 15 ou 20  horas em frente a um computador, trancado dentro de um apartamento, num papo virtual. 
          Liberdade para ser feliz por ter no facebook ou twitter 1200 "amigos" mesmo não conhecendo nenhum.
       Liberdade para discutir com os pais, sem ter a menor preocupação de ser repreendido.


  Liberdade para surrar professores sem qualquer culpa ou remorso e  colocar um vídeo disso na internet para ser considerado "o cara". 
  Liberdade para roubar, assaltar, estuprar e matar com 13 ou 14 anos de idade sem qualquer impedimento moral ou legal.
  Usar cocaína, maconha e crack já aos 12 anos e ainda se considerar um homem por isso.


 A única e verdadeira questão é: Como a gente conseguiu sobreviver naquele tempo?  E acima de tudo, como conseguimos desenvolver a nossa personalidade de homens de bem e pais de família se vivíamos sem as "maravilhas de hoje"?


Texto: AnalfaBlog
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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Depois das eleições...



    Acabou o período eleitoral, e eis em cada canto do país os novos, ou antigos, titulares do poder.
    Durante todo o pleito, os políticos entraram em nossas casas, através da mídia, e falaram sobre o futuro, sobre o que farão para melhorar nosso dia a dia, ou o que proporcionarão para nossos idosos, nossos filhos enfim a todos em geral.
    Queremos realmente acreditar, queremos sonhar, e ver nossos sonhos realizados. Queremos que os políticos cumpram suas promessas, mas acho que o queremos mesmo é que cumpram só um pouco do que disseram, um pouquinho apenas já seria o bastante.
    Conhecemos as necessidades das nossas cidades, e, sem dúvida sabemos o que estamos precisando para viver melhor.
    Ninguem quer aqui fazer melodrama, mas via de regra nos encontramos sozinhos no trânsito em meio a insegurânça e o caos, enquanto "eles" desfilam cercados de "puxa-sacos", em carros oficiais com todo o conforto e segurânça. Aguardamos horas intermináveis em postos de saúde ou pronto-socorros, enquanto nossos escolhidos possuem a regalia de atendimento especial em planos de saúde com quartos privativos, sem qualquer custo para seus já muito bem renumerados bolsos, visto que nós pagamos a conta, e isso tudo sem falar em educação, cultura, saneamento, transporte, ruas, e tudo o mais que diz respeito diretamente ao lugar em que moramos.
    Não estou dizendo com isso que nossos políticos não devem desfrutar das mordomias que o cargo lhes
confere, mas o tempo e as sucessivas eleições que passaram deixaram claro que logo após a vitória, e conseqüentemente a posse dos almejados cargos, o discurso muda e as prioridades já não são tão voltadas para povo, que por direito deveria ser o alvo e o objetivo maior de todas as ações do poder.
    Eis aí o cerne do problema, o poder.
    Na política via de regra o poder corrompe e faz esquecer promessas e responsabilidades assumidas, tornando homens que no auge de suas campanhas diziam-se limpos e justos, em sujeitos sem caráter, sem palavra, sem dignidade.
    Mas, sinto a esta altura, a necessidade de fazer um "mea culpa" por não conseguir livrar-me do sentimento de que essas pessoas, que agem assim, sequer são culpadas de seus atos, sendo o povo - e aqui me incluo - o maior responsável por existirem políticos sem ética e honra.
    A pergunta que me faço a cada pleito eleitoral é: Porque não analisar quem está se oferecendo para eleger-mos?  Quem são realmente essas pessoas por detrás da propaganda elaborada por marqueteiros profissionais?  O que já fizeram?  Como viveram suas vidas até hoje?  Se é que trabalham, em que trabalham?  E suas relações familiares?  Na verdade, o que fizeram até hoje para que sejam reconhecidos como pessoas aptas a governar nossa cidade e nossas vidas?
    Nada pode ser cobrado à ninguem se fizermos as escolhas erradas. Teremos o saldo da decepção como companheira e da culpa como castigo. Tudo por não sabermos votar.
    É preciso recordar que a seriedade, a honra e a ética na vida particular de cada um não pode ser diferente dos mesmos valores na vida política, pois seria muita ingenuidade achar que alguém com passado turvo e ações duvidosas iria tornar-se honrado e justo, por um passe de mágica, apenas por assumir determinado cargo político. Como diz o ditado popular, seria deixar o ladrão tomando conta do cofre.
    Quando soubermos escolher melhores pessoas, teremos melhores políticos, e aí, somente aí, talvez possamos dar adeus aos Mensalões, Cachoeiras, Dirceus, Delúbios, Malufs, enfim, a nível de Brasil a lista é imensa.



Texo: AnalfaBlog
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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Violência Urbana x Segurança Pública, a grande piada.

     
 Estamos encurralados, em pânico e desespero, dentro de nossas casas, em nossos carros e  empresas. 
    Quer estejamos dentro de uma agência lotérica ou mesmo em uma simples farmácia o efeito é o mesmo; Medo. 
    Sentimos medo ao acordar, ao caminhar, ao passear, trabalhar, dirigir ou mesmo dormir. Enfim vivemos com medo.
    Com o tempo perdemos o sentido e a noção de questionar-mos uns aos outros sobre segurança ou mesmo a falta dela de forma clara e objetiva.
    Temos no dia a dia, nos noticiários de tv e jornais circulantes, políticos, juristas, sociólogos entre outros tentando dar suas contribuições ou mesmo explicações sobre o tema, usando "a priori' pesquisas indicativas do nível de violência aqui e acolá.
    O que "eles" não entendem ou fingem não entender, é que a situação já ultrapassou todos seus limites e paira a beira do insustentável.
    Como explicar a um cidadão que acaba de perder um filho, morto por um marginal possuidor de vasta ficha criminal, que sua perda apenas se soma as muitas outras mortes no cartel desse bandido. Como? O que está fazendo um bandido desse calibre, andando livremente pelas ruas? Como saiu? Quem o soltou? Porque?
    Nosso código penal está defasado, e em completo desacordo e descompasso com a época em que vivemos, permitindo de forma fácil e inequívoca que alguns delegados eventualmente pagos pelo crime organizado, promotores omissos, advogados espertalhões e juízes tendenciosos acabem por produzir insanidades como foi acima descrito
    Como entender o resultado de um julgamento em que um assassino brutal, comprovadamente culpado, pegue 120 anos de sentença, mas tenha como pena máxima 30 anos, cumpra 6 anos e consiga sair em 3 anos para prisão domiciliar. 
     Quem pode, de livre conciência, aceitar que um jovem de 17 anos com 90 kilos de corpo musculoso e sarado, armado, sexualmente ativo, usuário de drogas e alcool, maior e mais adulto que a maioria de nós, mate, estupre roube e quando preso ser tratado como "menor,  indefeso e absolutamente incapaz".
       A reforma do código penal brasileiro assim como a maioridade penal de 16 anos urge, sob pena de em pouquíssimo tempo entrarmos num ponto onde a escalada da violência não tenha mais retorno.
     Ninguem é tão ingênuo a ponto de não saber que o sistema penal com cadeias superlotadas, controlado por facções e não pelo estado como deveria ser, não corrige ou educa pelo contrário é uma universidade do crime.
    Construir mais e melhores unidades prisionais ou mesmo privatizar o sistema carcarário brasileiro seria um bom começo, afinal o país tem um PIB altíssimo e as maiores taxas de impostos do planeta. Possuímos arrecadações bilionárias mas mesmo assim nada é investido "de verdade" em segurança, porém sempre sobra caixa para pagamento de financiadores de campanhas, propinas, mensalões, maracutais enfim...
    Sem esforço algum temos exemplos a seguir para planejar um futuro seguro e digno, bastando pra isso observar países como a Alemanha, Espanha, Austria, Itália, País de Gales ou Escócia, todos com o mesmo sistema penal que consiste em pena conjugada completa.
    Em síntese quer dizer o seguinte: Se fulano transgrediu a lei, foi julgado e condenado vai cumprir a pena que lhe foi atribuída na íntegra, ou seja, se a sentença for de 40 anos cumpre 40 anos, nem mais nem menos um único dia, assim como pegando 60, 70 ou perpétua da-se o mesmo. 

     Após o ingresso no estabelecimento prisional não existem visitas, sejam íntimas ou de advogados, ficando a cargo da decisão de um juiz até mesmo uma simples visita de um familiar. A justiça por lá vê a sentença como uma pena, um castigo e não como um agente socializador do delinquente. Isso deixa bem claro que a liberdade é o bem maior e a pena por andar fora da lei é a perda desse precioso bem.
    Pode em primeiro plano parecer duro demais, mas a lei por lá entende que a criatura que o referido prisioneiro matou, estuprou ou roubou também padeceu.
    Na alemanha, Inglaterra e Escócia não existe o entendimento de maioridade penal, ficando as penas da lei justas e acertadas para todos os cidadãos por igual, sendo que questões como idade e sexo serão debatidas somente durante o julgamento e as penas serão aplicadas por igual, ressaltando-se que nas unidades prisionais para menores os internos são rigorosamente separados por faixas etárias, vão a escola, praticam atividades intelectuais, físicas e também trabalham, e isso não é uma escolha é uma obrigação. Por ocasião de algumas penas mais longas são, aos 18 anos de idade, transferidos para unidades adultas a fim de terminar sua sentença. Então como se vê, o que existe por lá nada tem em comum conosco.
    Fica claro entendermos porque é dificil, senão impossível encontrar um criminoso de alta periculosidade ou com uma vasta ficha criminal solto pelas ruas de Londres, Berlim ou Bohn porque, apenas como exemplo, o mesmo amargando aos 18 anos uma sentença de 40 anos, se voltar a delinqüir e for pego, por lógica não sairá mais da prisão pelo simples efeito do tempo. 
     Torna-se desnecessário e retórico, no quesito segurança é claro, falar da diferença na qualidade de vida reinante entre certos países europeus e a américa do sul em geral, mas um dia a violência chegará aos altos escalões e com ela o flagelo que sofremos todos os dias, então os donos do poder e juristas de plantão com suas cabeças na utopia de um país de mentira descobrirão que tem os pés no barro de um brasil de verdade. 

Texto: AnalfaBlog   
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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Vendedores de Ilusões.

    

     Vendedores de Ilusões.
    
     A cada quatro anos, seja em nossa terra ou em qualquer cidade do Brasil temos diante de nós, sorridentes, afoitos, amáveis e falantes vendedores de ilusões, ou como são chamados pelo Tribunal Eleitoral: Os candidatos.
     Eles são muitos e das mais variadas espécies possíveis e imagináveis, então para facilitar resolvi selecioná-los.

    - Os Recandidatos: São políticos de carreira em fim de seus mandatos, e alguns no afã de manter-se em seus cargos vem novamente a público prometer lutar por isso e aquilo, e assim tentar convencer o eleitor de que vai fazer e acontecer como se os quatro anos anteriores em que esteve no cargo, e nada de proveitoso foi feito fossem parte de um passado distante e já esquecido.
    - Os Aventuratos: São candidatos modelo aventura, com o perfil de quem não tem nada a perder, mas se ganharem tudo é lucro.
    - Os Ideolatos: São criaturas movidas a ideologias partidárias, geralmente de boa índole mas com idéias pré-fabricadas sem nenhuma possibilidade de aplicação prática nos tempos atuais, enfim inúteis mas ótimos para angariar votos para os partidos em que estão alocados.
   - Os Analfanatos: São geralmente pessoas de boa fé e intenções corretas mas sem qualquer chance de exercer um mandato proveitoso ou mesmo coerente, desconhecendo os mínimos trâmites políticos seja o regimento interno de uma câmara de vereadores ou um código de posturas, enfim são incapazes de legislar simplesmente por não saber o que fazer.
    Vejo candidatos vindo à televisão prometendo lutar pela educação, segurança e saúde sendo que a imensa maioria não tem sequer idéia do que é lutar... por onde começar...o que fazer... ou quais são as mazelas que afligem a educação ou a saúde de sua cidade.
    Como prover melhorias na segurança pública se nem mesmo sabem que a mesma é da competência do governo do Estado, enquanto a saúde, hospitais e pronto socorros geralmente são geridos através de parcerias entre prefeituras e universidades com verbas particionadas entre Estado/União/Municípios.
    Assisto pasmo a candidatos valendo-se da profissão que exercem ou de alcunhas como: fulano encanador- para um futuro sem dor, ou Beltrano açougueiro - pra valorizar o seu dinheiro ou então Cicrano palhaço - a política sem embaraço, enfim, todo o tipo de artimanhas para tentar um lugar ao sol.
    Sabe-se bem que é direito de todo o cidadão brasileiro nato tentar um cargo político eletivo, e não se está contestando o direito, apenas salientando-se a forma como é ofertado.
     O gestor moderno precisa possuir muito mais do que o desejo de querer trabalhar por sua cidade, deve estar capacitado para compreender o funcionamento da máquina pública, e além disso, demosntrar eficiência à frente de equações e problemas nem sempre de fácil solução.
     Vai ter que lidar com eficiência com problemas de avaliações no controle interno central de gestão, ausência ou fragilidade de controles patrimoniais, de movimentação de materiais, de almoxarifados, de aquisição de merendas e materiais escolares, estoque de medicamentos, manutenção de veículos da frota, e treinamento de servidores, e isso só pra exemplificar de forma simplista o mínimo das tarefas de um gestor municipal, ou das atividades exercidas pelo paço municipal a serem acompanhadas na câmara de vereadores através dos seus integrantes.
    As consequências dos problemas originados durante a gestão costumam ter reflexos na vida pública dos responsáveis por administrar os municípios, não sendo raro ex-prefeitos perderem seus direito políticos assim como serem condenados por atos praticados em sua gestão.
    Isso deve-se geralmente a acordos pré-campanhas, o chamado loteamento de cargos, nem sempre ocupados posteriormente por pessoas com o devido conhecimento ou competência.
    O Gestor sério programa seu governo detalhadamente antes do lançamento de sua campanha, reconhecendo quem pode, ao seu lado, demonstrar eficiência á frente de engrenagens da máquina pública nem sempre tão simples, tendo especial cuidado com pressões, remendos, influências ou negociatas vindas de caciques políticos, mestres em conchavos e maracutaias.
    Ainda tem dúvidas em quem votar?
    Sugiro uma olhadinha no site www.tce.rs.gov.br, onde existe um levantamento realizado pelo tribunal de contas do Estado que aponta as falhas administrativas mais comuns cometidas por gestores municipais e serve tanto a quem pensa em pedir o seu voto como aos eleitores preocupados com o nome a ser digitado na urna. 
   Um simples questionamento retirado do relatório pode mostrar o candidato que, de fato sabe o que é conduzir um município, e quem está bonitinho nos panfletos e bem falante nas promessas mas é apenas um VENDEDOR DE ILUSÕES.

Texto: AnalfaBlog
Comentários: AnalfaBlog     

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

A Violência do Medo.



          A Violência do Medo.

        Ontem estava eu, como de costume, repassando alguns artigos quando dei de olhos na reportagem do jornal O Globo
de algum tempo atrás, a respeito do sequestro do jogador Valdívia e sua esposa no estacionamento de um shoppping paulista, em que foram levados a rodar por São Paulo por três horas culminando com abuso sexual da mulher pelos bandidos.
       Imediatamente, ao terminar de ler, veio uma sensação de abandono, de descaso total pelo Estado que em última análise deveria fornecer amparo e proteção.
         Vejo-me desamparado pelo Estado, mas, ao mesmo tempo sinto-me vigiado por Ele.
         O Estado sabe tudo de mim, sobre mim, e minha vida e age com muita presteza quando não me comporto como Ele espera.
      Se não declarar meu Imposto de Renda, o Estado vai me multar, se eu cortar a frondosa árvore no fundo do meu quintal, o Estado (Ibama) vai me autuar, se atrasar o Ipva, o Estado recolherá meu carro e me multará, se eu for um empresário e não recolher todas as (absurdas) taxas, guias e contribuições, posso ter minha empresa interditada e tome mais multa, tudo com uma agilidade impressionante.
       Hoje encontram-se câmeras por todas as ruas, fiscais por todo lado, mas não se iludam eles não vigiam quem está fora da lei, eles vigiam quem está na lei.
       O Estado me pune, me multa, me ameaça, mas não me protege de quem assalta, mata, rouba, estupra, sequestra.
      A Senhora de 87 anos, totalmente desprotegida pelo Estado, teve de empunhar uma arma e no mais puro desespero exerceu uma função que é competência exclusiva do Estado:  Proteger sua vida dentro do que deveria ser inviolável, seu local mais sagrado, seu maior refúgio: Sua própria casa.
      Ela não saiu com uma arma para rua, não transitava armada em via pública, não cogitava assaltar um passante ou sequestrar alguem, somente possuía uma arma por se saber só e indefesa.
     Aí o Estado, agilíssimo, cogita de prosessar a senhora por homicídio e porte ilegal de arma.
        Esse Estado é incompetente, desatento e inútil no dever de cuidar de uma senhora de 87 anos, e como num passe de mágica torna-se ágil e eficaz para puni-la.
      Quando em épocas como a de agora, em pleno período eleitoral, políticos profissionais vão a programas de radio e televisão, com promessas de circo mambembe de mudanças, "a cidade com a sua cara", "Vamos construir juntos..." "Vou acabar com a violência...." fico a me perguntar se onde eles arranjam cara de pau não vendem ouvidos de latão.

Texto: AnalfaBlog
Comentários: AnalfaBlog

Pena de Morte.



    Navegando pela, "por enquanto", democrática e liberal internet deparei-me com uma infinidade de postagens em blogs, vídeos e comentários de internautas que cansados da violência e roubalheira que assola o país  se diziam favoráveis a pena de morte.
    Respeito aqueles que são favoráveis à pena capital, pois realmente chegamos ao limite de nossas forças, paciência e esperança. Já não acreditamos em nada e em mais ninguem.
     Mas CUIDADO !!!
    Em um país onde a Justiça nos mostra dia a dia sua face mais negra e corrupta (salvo é claro excessões) e a impunidade é alarmante, PENSEMOS:
    Quem pode comprar sua liberdade ?
    A resposta mais correta me parece ser:
    Os mais ricos, onde listando vamos encontrar:  Banqueiros, Industriais, Políticos, entre outros.
   Ainda guiando-nos por essa mesma lógica, vería-mos que escapariam da pena de morte como escaparam de tudo o que lhes imputaram até hoje.
    Como? Eu lhes digo:
  Através do dinheiro, que aqui pode, eventualmente, comprar votos, decisões judiciais, e até conciências!
  Se a pena de morte for implantada no estágio de desenvolvimento político e social em que estamos, corremos o sério risco de sermos nós o único gado no matadouro, simplesmente porque somos a parte trabalhadora, operária, cidadã, indefesa e pobre.
    Não pertencemos a COUNTRY CLUB algum, não jogamos golfe com este ou aquele político ou desembargador, não temos acesso ao mundo dos milhões e portanto NÓS somos o NADA.
    Pensem nas falcatruas recentes:
    Foram escândalos nacionais, e quem foi parar na cadeia?
   Se forem políticos,
com um descaramento inacreditável basta renunciar ao mandato e tudo se resolve, se for rico e importante, após breve ti ti ti na mídia dando a impressão de justiça manobras de advogados pagos a peso de ouro levam o processo ao esquecimento, se por outro lado for um juiz, promotor ou qualquer magistrado, e tivermos a sorte de ao menos ser levado a julgamento, a sentença será a  aposentadoria prematura com seu vultoso salário preservado, isso quando não forem todos ABSOLVIDOS pelos seus IGUAIS.
    Estou maluco?
    Ok: Procurem um rico industrial, político, juiz, embaixador pedófilo, promotor culpado de balear jovens entre outros, que tenha sido condenado e PRESO, e me mandem o nome por e-mail.
    Só pra lembrar, o jornalista Sr. Pimenta Neves  suspeito de matar a garota, foi a julgamento e teve o fato comprovado. Está preso? 
    A alguns anos atras, a CPI do Judiciário tinha fisgado o juiz Nicolau. Troféu graúdo, o homem de 170 milhões de reais. Mas toda a fraude ali estava ligada a superfaturamento de obras, ou seja, fraude orçamentária.
    Fato grave, mas não tocava na medula do sistema de justiça.
    Venda de liminares e sentenças é a corrupção do próprio direito.
    Nessa indústria os heróis da CPIs não tocaram. Na melhor das hipóteses, deve ter sido por distração.
    Deixemos de hipocrisia e vamos a verdade dos fatos:
   Existem pessoas de bem e honradas no judiciário, na política e na sociedade, mas é o sistema que está contaminado onde lentamente criou-se uma complexa teia impossibilitando uma devassa que mostraria e limparia suas entranhas.
    O Código Penal Brasileiro está defasado com a realidade atual e não contempla o crime praticado com a punição justa a cada caso. Por ser antigo, brando e porque não dizer arcáico permite centenas de manobras e interpretações diversas conforme a necessidade de cada cliente, e tudo isso fica a disposição de advogados espertos e muito bem remunerados.
    Os exemplos estão por toda parte, pôem na CELA com criminosos de alta periculosidade um ÂNCIÃO que roubou em uma drogaria (movido por uma necessidade extrema) um remédio para pressão arterial, mas o Juiz Lalau (que segundo se sabe desviou milhões, comprou mansões, iate e carros de alto luxo no exterior) ficou em CASA por ser um MAGISTRADO e pela "IDADE" avançada.
    Não duvidem, a pena de Morte no Brasil seria assim:
    Para "ELES" nem a PENA e pra "NÓS" a MORTE.
   
Texto: Analfablog
comentários: Analfablog

Apelação Sexual, Erotismo ou Simples Publicidade?


          
                Salta aos olhos e grita aos sentidos a pujante apelação sexual embutida em tudo o que possa ser vendido ou veiculado, que vai desde anúncios de pasta dental com uma bela mulher com seios enormes, em gigantesco outdoor portando uma minuscula caixinha de dentifrício entre os dedos, até conhecidas top-models posando semi-nuas em cima de um capô de carro anunciando "sua felicidade em apenas 60 vezes de R$..."
      A venda de erotismo casada com produtos, serviços, viagens e até mesmo programas de televisão é fato consumado e de dificil controle, mantido e alimentado por uma enorme e implacável máquina publicitária procurando o leitor, telespectador, cliente, enfim qualquer otário disposto a lhes dar atenção e que signifique retorno financeiro ou indices positivos em Ibopes da vida, tudo em nome do crescimento das vendas, da audiência em tal horário, da pressão dos patrocinadores enfim...!
      Nada tenho contra essa ou aquela emissora, mas o que é o zorra total?  Um programa de Humor ou uma apelação pornográfica travestida de humor?  E a extinta banheira do Gugu, era mesmo só um programinha inocente de auditório?  Que tal o BBB confinando criaturas com baixissimo nível intelectual e altíssimo apelo sexual, até produzir o efeito desejado, para delírio de uma audiência votante (extremamente rendosa) de alienados e acéfalos.
     Tudo isso configura um bombardeio de idéias enlatadas e somos assaltados, inconscientemente ou não, por uma brutal troca de valores onde a imagem da mulher se banalizou e a sexualidade transformou-se em pornografia, sutilmente maquiada de nú artistico, nú total "não apelativo", beleza explícita, material publicitário e outras baboseiras.
     Puxa vida, eu gosto de mulher não sou diferente mas a apelação me cansa e enoja.
    As vezes vou dormir com a impressão de que o Brasil emburrece mais a cada dia, e me pergunto a quem isso pode interessar? Quem pode lucrar com um povo mantido nesse nível cultural?
    Divirto-me as vezes a pensar numa cena fictícia com um alto executivo da Playboy ao encontrar um amigo da hight people society no clube:
E.Playboy:   E aí...
Amigo:         Tudo bem...
E.Playboy:   Quais são as novidades?
Amigo:         Poucas, mas eu soube de sua filha ontem...
E.Playboy::  Minha filha ontem? O que tem ela?
Amigo:         Não sabia? Estava nua, pelada numa festa de formatura...
E.Playboy:   Que isso? Isso é uma brincadeira de mau gosto?
Amigo:         Claro que não... todo mundo viu.. tiraram fotos e tudo mais...
E.Playboy:   Ela ficou louca? Quer me matar de vergonha? Como eu vou explicar pra todos?..  Que Merda...
Amigo:         Que drama, tu não trabalhas com mulheres fotografadas nuas todos os dias?
E.Playboy:   Claro, mas elas não são nada minhas... Porr... a minha filha não...
                    ...e por aí vai, mas como diz o ditado: ...no dos outros é refresco!
      O sábio filósofo Elencart já dizia: Nudez entre dois é sensualidade, em público é pornografia.
      Ah... em tempo, para os blog-moralistas de plantão devo acrescentar que gosto de ver belas mulheres em poses sensuais, não sou diferente, sensualidade é uma coisa e pornografia é outra.

      Eu apenas dou nomes aos bois não sou hipócrita.

Texto: Analfablog
Comentários: Analfablog

Igualdade Social - O Mito.

       
       Tão perverso quanto o problema da desigualdade social, só o mito da igualdade.
       Por esse mito, os socialistas de plantão, guardiões da ética, perseguem o pacto nacional da mediocridade.
       Conforme dizem os líderes do MST: companheiros, não basta distribuir a terra, é preciso punir os fazendeiros.
       E é nessa linha que a classe média, coitada, que mora num conjugado apertado na cidade, e é chamada de “rica” pelas estatísticas do governo, vai sendo enforcada e sugada por uma carga de impostos cada vez mais absurda, imposta por um governo que a incentiva e induz a consumir e aquecer a economia (quanto mais consumo, mais impostos arrecadados)– mas é claro, tudo em nome da “igualdade”.
      O Ipea (leia-se Governo) está comemorando “uma significativa redução na desigualdade de renda no Brasil”.  O índice de Gini caiu 4,6%. 
      É claro que, hoje em dia, esse tipo de informação sai do governo como press release eleitoral, um "acalma leão" frente a ineficiência palaciana e seu mais ilustre mosqueteiro em abafar o julgamento dos mensaleiros  próximo às eleições.
      Diante de um eleitorado que teimosamente insiste em duvidar das explicações petistas sobre seus planos de perpetuar-se no poder comprando votos de políticos comprometidos apenas consigo mesmo, o bom senso manda partir para o plano "B", ou seja uma conversinha com um dos ministros do STF para empurrar  o julgamento para depois das eleições.
      Ao que tudo indica, não funcionou haja visto que o temido julgamento foi levado a bom termo.       
      Existirá um plano "C" ?
      O que incomoda é constatar que a maior parte dessa “melhoria social” tão festejada pelo planalto deve-se ao esfolamento dos 10% mais ricos, ( lembrando que, no Brasil, o sujeito que ganha 2 mil reais por mês é considerado “mais rico”) cuja renda caiu proporcionalmente no mesmo período.

       Conseguimos:
       Ou seja: chegaremos ao paraíso socialista no dia em que todos os brasileiros estiverem descalços na esquina pedindo trocados para carros imaginários.
















Texto: Analfablog
Comentários: Analfablog

Política Externa. - O poder por detrás do Poder.




       Os ditadores que agora enojam o mundo ao reprimir ferozmente seu próprio povo nas praças árabes, foram colocados e mantidos no poder por nações que se hoje se apresentam como faróis da democracia e dos direitos humanos: 
Estados Unidos, Inglaterra e a França.
Isso é condenável?
Não se o foco da questão for analisado pela questão de "necessidade e lucros".
 Não é preciso ser nenhum sábio para enxergar que a política externa dos gigantes do Ocidente para com o Oriente Médio era totalmente desprovida de valores e princípios, onde o que realmente contava era conseguir "O QUE" se desejava, "QUANDO" se desejava, e "COMO" fosse possível.
Vejamos um pouco de história:
Desde os anos 40, quando o geólogo americano Everette DeGolyer informou a Washington que os países de península arábica estavam sentados sobre dezenas de bilhões
de barris de petróleo, "O QUE" passou a ser esse líquido espesso e valioso, e o "COMO" ficou por conta da política externa.
 Bem, esse quesito passou a ser um vale-tudo que variou durante o decorrer das décadas indo desde a promessa de liberdade e não invasão à compra pura e simples de líderes tribais e xeques,  chegando a cooptação de militares ambiciosos,  cujos golpes de estado para coloca-los no poder eram cuidadosamente planejados, organizados e financiados por potências estrangeiras de olho nas riquezas sob a areias finas do deserto.
 Eis que cuidadosamente incubados nascem os Saddam Hussein, Muamar Kadafi, Hosni Mubaraki e até o já esquecido genocida Idi Amim Dada,  entre outros.

Hoje esses "líderes" são ferozmente criticados e até mesmo atacados por seus próprios genitores.
 O Iraque de Sadam foi armado e induzido à guerra contra o Irã pelos norte americanos, e invadido anos depois com a justificativa pueril de possuírem "armas de destruição em massa". O restante do planeta sabia de antemão que as únicas armas que poderiam possuir eram as que receberam dos EUA, mas Sadam Hussein passou dos limites, comportou-se mal e precisava de uma lição, assim como o Tio Sam necessitava de petróleo de graça para regularizar sua dívida interna americana à beira de um colapso, patrocinada pelas trapalhadas do então presidente Bush.
A celebre frase do mais extraordinário diplomata americano do século passado, George Kennan, morto aos 101 anos em 2005 dizia: As sociedades não vivem para conduzir sua política externa, é mais exato dizer que elas conduzem sua política externa para viver. 
A política arruína o caráter,  já dizia Otto Von Bismarck (1815-1898), o chanceler de ferro da alemanha, para quem mentir era mais do que um ato necessário, era dever do bom estadista.
Relevantes no cenário mundial temos ainda o terrorismo veladamente apoiado pelo Paquistão, o Irâ e seu fanático mas nada tolo lider Mahmoud Ahmadinejad, mantido no poder através de fraudes, ameaças e execuções, e aliado ao fundamentalismo islâmico e seu compreensível ódio aos americanos e  Israel, alimentado pelo barril de pólvora representado pela faixa de gaza.  No cenário mundial temos ainda no mesmo palco o risco nuclear patrocinado pela  insanidade crescente do ditador norte-coreano,  a permanente ameaça de ditadores sul americanos auto-intitulados de esquerda, patrocinados pelo narcotráfico e mantidos no poder pelo sub-desenvolvimento de seus povos, e outras maravilhas do gênero. 
Como isso termina? 
Impossível prever, porque  quando a relação da política externa dos países sustenta-se sobre ambições de posse, poder e lucros de uns sobre outros, o futuro torna-se apenas um apêndice do hoje.


Texto: AnalfaBlog
Comentários: AnalfaBlog

Postagem destaque do Mês.

O Brasil que eu tanto quero.

                      É manhã de quase primavera e realmente parece que o dia promete ser lindo, um ímpar presente da natureza para...