quinta-feira, 30 de agosto de 2012

A Violência do Medo.



          A Violência do Medo.

        Ontem estava eu, como de costume, repassando alguns artigos quando dei de olhos na reportagem do jornal O Globo
de algum tempo atrás, a respeito do sequestro do jogador Valdívia e sua esposa no estacionamento de um shoppping paulista, em que foram levados a rodar por São Paulo por três horas culminando com abuso sexual da mulher pelos bandidos.
       Imediatamente, ao terminar de ler, veio uma sensação de abandono, de descaso total pelo Estado que em última análise deveria fornecer amparo e proteção.
         Vejo-me desamparado pelo Estado, mas, ao mesmo tempo sinto-me vigiado por Ele.
         O Estado sabe tudo de mim, sobre mim, e minha vida e age com muita presteza quando não me comporto como Ele espera.
      Se não declarar meu Imposto de Renda, o Estado vai me multar, se eu cortar a frondosa árvore no fundo do meu quintal, o Estado (Ibama) vai me autuar, se atrasar o Ipva, o Estado recolherá meu carro e me multará, se eu for um empresário e não recolher todas as (absurdas) taxas, guias e contribuições, posso ter minha empresa interditada e tome mais multa, tudo com uma agilidade impressionante.
       Hoje encontram-se câmeras por todas as ruas, fiscais por todo lado, mas não se iludam eles não vigiam quem está fora da lei, eles vigiam quem está na lei.
       O Estado me pune, me multa, me ameaça, mas não me protege de quem assalta, mata, rouba, estupra, sequestra.
      A Senhora de 87 anos, totalmente desprotegida pelo Estado, teve de empunhar uma arma e no mais puro desespero exerceu uma função que é competência exclusiva do Estado:  Proteger sua vida dentro do que deveria ser inviolável, seu local mais sagrado, seu maior refúgio: Sua própria casa.
      Ela não saiu com uma arma para rua, não transitava armada em via pública, não cogitava assaltar um passante ou sequestrar alguem, somente possuía uma arma por se saber só e indefesa.
     Aí o Estado, agilíssimo, cogita de prosessar a senhora por homicídio e porte ilegal de arma.
        Esse Estado é incompetente, desatento e inútil no dever de cuidar de uma senhora de 87 anos, e como num passe de mágica torna-se ágil e eficaz para puni-la.
      Quando em épocas como a de agora, em pleno período eleitoral, políticos profissionais vão a programas de radio e televisão, com promessas de circo mambembe de mudanças, "a cidade com a sua cara", "Vamos construir juntos..." "Vou acabar com a violência...." fico a me perguntar se onde eles arranjam cara de pau não vendem ouvidos de latão.

Texto: AnalfaBlog
Comentários: AnalfaBlog

Pena de Morte.



    Navegando pela, "por enquanto", democrática e liberal internet deparei-me com uma infinidade de postagens em blogs, vídeos e comentários de internautas que cansados da violência e roubalheira que assola o país  se diziam favoráveis a pena de morte.
    Respeito aqueles que são favoráveis à pena capital, pois realmente chegamos ao limite de nossas forças, paciência e esperança. Já não acreditamos em nada e em mais ninguem.
     Mas CUIDADO !!!
    Em um país onde a Justiça nos mostra dia a dia sua face mais negra e corrupta (salvo é claro excessões) e a impunidade é alarmante, PENSEMOS:
    Quem pode comprar sua liberdade ?
    A resposta mais correta me parece ser:
    Os mais ricos, onde listando vamos encontrar:  Banqueiros, Industriais, Políticos, entre outros.
   Ainda guiando-nos por essa mesma lógica, vería-mos que escapariam da pena de morte como escaparam de tudo o que lhes imputaram até hoje.
    Como? Eu lhes digo:
  Através do dinheiro, que aqui pode, eventualmente, comprar votos, decisões judiciais, e até conciências!
  Se a pena de morte for implantada no estágio de desenvolvimento político e social em que estamos, corremos o sério risco de sermos nós o único gado no matadouro, simplesmente porque somos a parte trabalhadora, operária, cidadã, indefesa e pobre.
    Não pertencemos a COUNTRY CLUB algum, não jogamos golfe com este ou aquele político ou desembargador, não temos acesso ao mundo dos milhões e portanto NÓS somos o NADA.
    Pensem nas falcatruas recentes:
    Foram escândalos nacionais, e quem foi parar na cadeia?
   Se forem políticos,
com um descaramento inacreditável basta renunciar ao mandato e tudo se resolve, se for rico e importante, após breve ti ti ti na mídia dando a impressão de justiça manobras de advogados pagos a peso de ouro levam o processo ao esquecimento, se por outro lado for um juiz, promotor ou qualquer magistrado, e tivermos a sorte de ao menos ser levado a julgamento, a sentença será a  aposentadoria prematura com seu vultoso salário preservado, isso quando não forem todos ABSOLVIDOS pelos seus IGUAIS.
    Estou maluco?
    Ok: Procurem um rico industrial, político, juiz, embaixador pedófilo, promotor culpado de balear jovens entre outros, que tenha sido condenado e PRESO, e me mandem o nome por e-mail.
    Só pra lembrar, o jornalista Sr. Pimenta Neves  suspeito de matar a garota, foi a julgamento e teve o fato comprovado. Está preso? 
    A alguns anos atras, a CPI do Judiciário tinha fisgado o juiz Nicolau. Troféu graúdo, o homem de 170 milhões de reais. Mas toda a fraude ali estava ligada a superfaturamento de obras, ou seja, fraude orçamentária.
    Fato grave, mas não tocava na medula do sistema de justiça.
    Venda de liminares e sentenças é a corrupção do próprio direito.
    Nessa indústria os heróis da CPIs não tocaram. Na melhor das hipóteses, deve ter sido por distração.
    Deixemos de hipocrisia e vamos a verdade dos fatos:
   Existem pessoas de bem e honradas no judiciário, na política e na sociedade, mas é o sistema que está contaminado onde lentamente criou-se uma complexa teia impossibilitando uma devassa que mostraria e limparia suas entranhas.
    O Código Penal Brasileiro está defasado com a realidade atual e não contempla o crime praticado com a punição justa a cada caso. Por ser antigo, brando e porque não dizer arcáico permite centenas de manobras e interpretações diversas conforme a necessidade de cada cliente, e tudo isso fica a disposição de advogados espertos e muito bem remunerados.
    Os exemplos estão por toda parte, pôem na CELA com criminosos de alta periculosidade um ÂNCIÃO que roubou em uma drogaria (movido por uma necessidade extrema) um remédio para pressão arterial, mas o Juiz Lalau (que segundo se sabe desviou milhões, comprou mansões, iate e carros de alto luxo no exterior) ficou em CASA por ser um MAGISTRADO e pela "IDADE" avançada.
    Não duvidem, a pena de Morte no Brasil seria assim:
    Para "ELES" nem a PENA e pra "NÓS" a MORTE.
   
Texto: Analfablog
comentários: Analfablog

Apelação Sexual, Erotismo ou Simples Publicidade?


          
                Salta aos olhos e grita aos sentidos a pujante apelação sexual embutida em tudo o que possa ser vendido ou veiculado, que vai desde anúncios de pasta dental com uma bela mulher com seios enormes, em gigantesco outdoor portando uma minuscula caixinha de dentifrício entre os dedos, até conhecidas top-models posando semi-nuas em cima de um capô de carro anunciando "sua felicidade em apenas 60 vezes de R$..."
      A venda de erotismo casada com produtos, serviços, viagens e até mesmo programas de televisão é fato consumado e de dificil controle, mantido e alimentado por uma enorme e implacável máquina publicitária procurando o leitor, telespectador, cliente, enfim qualquer otário disposto a lhes dar atenção e que signifique retorno financeiro ou indices positivos em Ibopes da vida, tudo em nome do crescimento das vendas, da audiência em tal horário, da pressão dos patrocinadores enfim...!
      Nada tenho contra essa ou aquela emissora, mas o que é o zorra total?  Um programa de Humor ou uma apelação pornográfica travestida de humor?  E a extinta banheira do Gugu, era mesmo só um programinha inocente de auditório?  Que tal o BBB confinando criaturas com baixissimo nível intelectual e altíssimo apelo sexual, até produzir o efeito desejado, para delírio de uma audiência votante (extremamente rendosa) de alienados e acéfalos.
     Tudo isso configura um bombardeio de idéias enlatadas e somos assaltados, inconscientemente ou não, por uma brutal troca de valores onde a imagem da mulher se banalizou e a sexualidade transformou-se em pornografia, sutilmente maquiada de nú artistico, nú total "não apelativo", beleza explícita, material publicitário e outras baboseiras.
     Puxa vida, eu gosto de mulher não sou diferente mas a apelação me cansa e enoja.
    As vezes vou dormir com a impressão de que o Brasil emburrece mais a cada dia, e me pergunto a quem isso pode interessar? Quem pode lucrar com um povo mantido nesse nível cultural?
    Divirto-me as vezes a pensar numa cena fictícia com um alto executivo da Playboy ao encontrar um amigo da hight people society no clube:
E.Playboy:   E aí...
Amigo:         Tudo bem...
E.Playboy:   Quais são as novidades?
Amigo:         Poucas, mas eu soube de sua filha ontem...
E.Playboy::  Minha filha ontem? O que tem ela?
Amigo:         Não sabia? Estava nua, pelada numa festa de formatura...
E.Playboy:   Que isso? Isso é uma brincadeira de mau gosto?
Amigo:         Claro que não... todo mundo viu.. tiraram fotos e tudo mais...
E.Playboy:   Ela ficou louca? Quer me matar de vergonha? Como eu vou explicar pra todos?..  Que Merda...
Amigo:         Que drama, tu não trabalhas com mulheres fotografadas nuas todos os dias?
E.Playboy:   Claro, mas elas não são nada minhas... Porr... a minha filha não...
                    ...e por aí vai, mas como diz o ditado: ...no dos outros é refresco!
      O sábio filósofo Elencart já dizia: Nudez entre dois é sensualidade, em público é pornografia.
      Ah... em tempo, para os blog-moralistas de plantão devo acrescentar que gosto de ver belas mulheres em poses sensuais, não sou diferente, sensualidade é uma coisa e pornografia é outra.

      Eu apenas dou nomes aos bois não sou hipócrita.

Texto: Analfablog
Comentários: Analfablog

Igualdade Social - O Mito.

       
       Tão perverso quanto o problema da desigualdade social, só o mito da igualdade.
       Por esse mito, os socialistas de plantão, guardiões da ética, perseguem o pacto nacional da mediocridade.
       Conforme dizem os líderes do MST: companheiros, não basta distribuir a terra, é preciso punir os fazendeiros.
       E é nessa linha que a classe média, coitada, que mora num conjugado apertado na cidade, e é chamada de “rica” pelas estatísticas do governo, vai sendo enforcada e sugada por uma carga de impostos cada vez mais absurda, imposta por um governo que a incentiva e induz a consumir e aquecer a economia (quanto mais consumo, mais impostos arrecadados)– mas é claro, tudo em nome da “igualdade”.
      O Ipea (leia-se Governo) está comemorando “uma significativa redução na desigualdade de renda no Brasil”.  O índice de Gini caiu 4,6%. 
      É claro que, hoje em dia, esse tipo de informação sai do governo como press release eleitoral, um "acalma leão" frente a ineficiência palaciana e seu mais ilustre mosqueteiro em abafar o julgamento dos mensaleiros  próximo às eleições.
      Diante de um eleitorado que teimosamente insiste em duvidar das explicações petistas sobre seus planos de perpetuar-se no poder comprando votos de políticos comprometidos apenas consigo mesmo, o bom senso manda partir para o plano "B", ou seja uma conversinha com um dos ministros do STF para empurrar  o julgamento para depois das eleições.
      Ao que tudo indica, não funcionou haja visto que o temido julgamento foi levado a bom termo.       
      Existirá um plano "C" ?
      O que incomoda é constatar que a maior parte dessa “melhoria social” tão festejada pelo planalto deve-se ao esfolamento dos 10% mais ricos, ( lembrando que, no Brasil, o sujeito que ganha 2 mil reais por mês é considerado “mais rico”) cuja renda caiu proporcionalmente no mesmo período.

       Conseguimos:
       Ou seja: chegaremos ao paraíso socialista no dia em que todos os brasileiros estiverem descalços na esquina pedindo trocados para carros imaginários.
















Texto: Analfablog
Comentários: Analfablog

Política Externa. - O poder por detrás do Poder.




       Os ditadores que agora enojam o mundo ao reprimir ferozmente seu próprio povo nas praças árabes, foram colocados e mantidos no poder por nações que se hoje se apresentam como faróis da democracia e dos direitos humanos: 
Estados Unidos, Inglaterra e a França.
Isso é condenável?
Não se o foco da questão for analisado pela questão de "necessidade e lucros".
 Não é preciso ser nenhum sábio para enxergar que a política externa dos gigantes do Ocidente para com o Oriente Médio era totalmente desprovida de valores e princípios, onde o que realmente contava era conseguir "O QUE" se desejava, "QUANDO" se desejava, e "COMO" fosse possível.
Vejamos um pouco de história:
Desde os anos 40, quando o geólogo americano Everette DeGolyer informou a Washington que os países de península arábica estavam sentados sobre dezenas de bilhões
de barris de petróleo, "O QUE" passou a ser esse líquido espesso e valioso, e o "COMO" ficou por conta da política externa.
 Bem, esse quesito passou a ser um vale-tudo que variou durante o decorrer das décadas indo desde a promessa de liberdade e não invasão à compra pura e simples de líderes tribais e xeques,  chegando a cooptação de militares ambiciosos,  cujos golpes de estado para coloca-los no poder eram cuidadosamente planejados, organizados e financiados por potências estrangeiras de olho nas riquezas sob a areias finas do deserto.
 Eis que cuidadosamente incubados nascem os Saddam Hussein, Muamar Kadafi, Hosni Mubaraki e até o já esquecido genocida Idi Amim Dada,  entre outros.

Hoje esses "líderes" são ferozmente criticados e até mesmo atacados por seus próprios genitores.
 O Iraque de Sadam foi armado e induzido à guerra contra o Irã pelos norte americanos, e invadido anos depois com a justificativa pueril de possuírem "armas de destruição em massa". O restante do planeta sabia de antemão que as únicas armas que poderiam possuir eram as que receberam dos EUA, mas Sadam Hussein passou dos limites, comportou-se mal e precisava de uma lição, assim como o Tio Sam necessitava de petróleo de graça para regularizar sua dívida interna americana à beira de um colapso, patrocinada pelas trapalhadas do então presidente Bush.
A celebre frase do mais extraordinário diplomata americano do século passado, George Kennan, morto aos 101 anos em 2005 dizia: As sociedades não vivem para conduzir sua política externa, é mais exato dizer que elas conduzem sua política externa para viver. 
A política arruína o caráter,  já dizia Otto Von Bismarck (1815-1898), o chanceler de ferro da alemanha, para quem mentir era mais do que um ato necessário, era dever do bom estadista.
Relevantes no cenário mundial temos ainda o terrorismo veladamente apoiado pelo Paquistão, o Irâ e seu fanático mas nada tolo lider Mahmoud Ahmadinejad, mantido no poder através de fraudes, ameaças e execuções, e aliado ao fundamentalismo islâmico e seu compreensível ódio aos americanos e  Israel, alimentado pelo barril de pólvora representado pela faixa de gaza.  No cenário mundial temos ainda no mesmo palco o risco nuclear patrocinado pela  insanidade crescente do ditador norte-coreano,  a permanente ameaça de ditadores sul americanos auto-intitulados de esquerda, patrocinados pelo narcotráfico e mantidos no poder pelo sub-desenvolvimento de seus povos, e outras maravilhas do gênero. 
Como isso termina? 
Impossível prever, porque  quando a relação da política externa dos países sustenta-se sobre ambições de posse, poder e lucros de uns sobre outros, o futuro torna-se apenas um apêndice do hoje.


Texto: AnalfaBlog
Comentários: AnalfaBlog

Postagem destaque do Mês.

O Brasil que eu tanto quero.

                      É manhã de quase primavera e realmente parece que o dia promete ser lindo, um ímpar presente da natureza para...