Carta Aberta a Presidente.
Sra. Presidente, para evitar-mos maus entendidos, faz-se necessário conhecer um pouco da história Gaúcha e assim compreender nosso povo, nossa maneira de ser assim como nossas reações.
Os Gaúchos, diferentemente do resto do País, tiveram que lutar com os Países vizinhos para definir e defender com lanças e coragem as fronteiras, cujas marcas foram tracejadas com o suor e sangue de guerreiros para manter sua identidade e a integridade do solo Pátrio.
Senhora Presidente, quando vaiamos ou aplaudimos o fazemos com convicção, quando votamos também é com a certeza e o desejo de termos o melhor, mas, se tal não ocorrer, pode ficar certa de que a memória gaúcha é plena e nossa capacidade intelectual, assim como nossa inteligência nos mostrará em outro pleito caminhos mais verdadeiros.
Há pouco mais de meio século atrás, enquanto o Brasil atuante se dividia entre filósofos, pensadores de botequim, e fidalgos portugueses (a elite da época), os Gaúchos descontentes com o regime monárquico já acenavam com a República e fizeram balançar o Império ao exigir tratamento igual ao dispensado aos brasileiros reunidos em torno da Corte do Império.
Enfim, eis que veio a nova República e rapidamente se tornou velha por tudo aquilo que já se sabe.
Cansados dos desmandos da República como se apresentava, reunimos a Gauchada e encaramos a paulicéia e todos que se escanchavam nas líderanças paulistas. Tomamos o poder, e nós os Gaúchos, construímos um novo País com um Presidente Gaúcho, Getúlio Vargas.
Temos orgulho, Senhora Presidente, das reformas sociais promovidas por Vargas, das obras em educação e infra-estrutura que deram uma nova visão de País e muita esperança ao povo, da cidadania conquistada com o voto secreto, o voto feminino, e assim como Vsa. deve saber, a criação dos sindicatos.
Mas o Brasil é muito grande, e, se o Gaúcho João Goulart não conseguiu dar consolidação as reformas iniciadas por Getúlio Vargas, foi mais em razão das conveniências de poderosos e retrógados políticos, e empresários que preferiam o retrocesso sociopolítico do que a vontade dos Gaúchos.
Pois bem, em 1961 na primeira tentativa política oriúnda do centro do País de dar um golpe de estado, foi também um Gaúcho, Leonel Brizola, que se insurgiu, ergueu barricadas cívicas, mobilizou todo o Rio Grande do Sul e abortou essa tentativa infame através daquilo que denominamos "Campanha da Legalidade".
Senhora Presidente, estamos a seu lado mas não menospreze nossa força e inteligência, pois estamos atentos a todas os desmandos que tanto têm prejudicado o povo brasileiro, não nos agrada a passividade com que o governo vem tratando a reforma agrária e permitindo descabidamente que injustiças sejam feitas aos produtores gaúchos, de qualquer dimensão, que por muito tempo alimentaram o País e hoje se sentem abandonados, seja em suas propriedades rurais - de qualquer tamanho - ou em barracas à beira das estradas, principalmente quando parece não haver interesse do governo em intervir positivamente nas ocupações, quando corremos o risco de uma luta fraticida.
Senhora Presidente, desculpe a franqueza, mas nós Gaúchos não vivemos de "bolsa família" ou "bolsa famintos", pois detestamos esmolas, queremos empregos e condições dignas de trabalho para nossos braços fortes, queremos os recursos da saude, mesmo que da anterior e nefasta CPMF, para que nossos hospitais voltem a prestar os serviços de qualidade que outrora tinhamos e não fiquem nivelados pelos serviços da utopia DOS DISCURSOS E PROMESSAS; queremos que nossas universidades tenham seu quadro docente completado por professores efetivos e que nossos alunos não necessitem de Prouni, e que lhes seja garantido lugar no ensino público por merecimento de currículo escolar e não por pertencerem a este ou aquele movimento social.
Senhora Presidente, queremos voltar a ter esperança e que não precisemos nos insurgir contra as injustiças governamentais, como no passado, para sermos respeitados e tratados pelo que somos: Cidadãos livres e de bons princípios.
Lembre-se Senhora Presidente, que os maiores estadistas do mundo sempre foram no futuro julgados por seus verdadeiros atos e não por seus discursos e promessas, visto que "Promessa" em política é um meio para se alcançar um fim e "Discurso" é a forma oficial de justificar promessas não cumpridas enquanto aproveita-se a ocasião para fazer outras.
Uma pessoa verdadeiramente honrada, forja seu caráter ao longo de sua vida sem jamais abandonar os pilares que regem seus princípios, ela jamais compactua com atos ilícitos ou os permite.
Pode estar certa, Senhora Presidente, que seu último discurso já foi por todos esquecido, mas seus atos jamais o serão e será o futuro quem a irá julgar. Atitudes grandes, decisões corretas, firmeza de carater serão seu legado de honra que irão enaltecer e orgulhar seus decendentes, mas a iniqüidade, torpeza e patifaria fartamente oferecidas a quem detém o poder, tambem tem seu preço.
Bom governo, e que Deus lhe ilumine os passos!
Os Gaúchos, diferentemente do resto do País, tiveram que lutar com os Países vizinhos para definir e defender com lanças e coragem as fronteiras, cujas marcas foram tracejadas com o suor e sangue de guerreiros para manter sua identidade e a integridade do solo Pátrio.
Senhora Presidente, quando vaiamos ou aplaudimos o fazemos com convicção, quando votamos também é com a certeza e o desejo de termos o melhor, mas, se tal não ocorrer, pode ficar certa de que a memória gaúcha é plena e nossa capacidade intelectual, assim como nossa inteligência nos mostrará em outro pleito caminhos mais verdadeiros.
Há pouco mais de meio século atrás, enquanto o Brasil atuante se dividia entre filósofos, pensadores de botequim, e fidalgos portugueses (a elite da época), os Gaúchos descontentes com o regime monárquico já acenavam com a República e fizeram balançar o Império ao exigir tratamento igual ao dispensado aos brasileiros reunidos em torno da Corte do Império.
Enfim, eis que veio a nova República e rapidamente se tornou velha por tudo aquilo que já se sabe.
Cansados dos desmandos da República como se apresentava, reunimos a Gauchada e encaramos a paulicéia e todos que se escanchavam nas líderanças paulistas. Tomamos o poder, e nós os Gaúchos, construímos um novo País com um Presidente Gaúcho, Getúlio Vargas.
Temos orgulho, Senhora Presidente, das reformas sociais promovidas por Vargas, das obras em educação e infra-estrutura que deram uma nova visão de País e muita esperança ao povo, da cidadania conquistada com o voto secreto, o voto feminino, e assim como Vsa. deve saber, a criação dos sindicatos.
Mas o Brasil é muito grande, e, se o Gaúcho João Goulart não conseguiu dar consolidação as reformas iniciadas por Getúlio Vargas, foi mais em razão das conveniências de poderosos e retrógados políticos, e empresários que preferiam o retrocesso sociopolítico do que a vontade dos Gaúchos.
Pois bem, em 1961 na primeira tentativa política oriúnda do centro do País de dar um golpe de estado, foi também um Gaúcho, Leonel Brizola, que se insurgiu, ergueu barricadas cívicas, mobilizou todo o Rio Grande do Sul e abortou essa tentativa infame através daquilo que denominamos "Campanha da Legalidade".
Senhora Presidente, estamos a seu lado mas não menospreze nossa força e inteligência, pois estamos atentos a todas os desmandos que tanto têm prejudicado o povo brasileiro, não nos agrada a passividade com que o governo vem tratando a reforma agrária e permitindo descabidamente que injustiças sejam feitas aos produtores gaúchos, de qualquer dimensão, que por muito tempo alimentaram o País e hoje se sentem abandonados, seja em suas propriedades rurais - de qualquer tamanho - ou em barracas à beira das estradas, principalmente quando parece não haver interesse do governo em intervir positivamente nas ocupações, quando corremos o risco de uma luta fraticida.
Senhora Presidente, desculpe a franqueza, mas nós Gaúchos não vivemos de "bolsa família" ou "bolsa famintos", pois detestamos esmolas, queremos empregos e condições dignas de trabalho para nossos braços fortes, queremos os recursos da saude, mesmo que da anterior e nefasta CPMF, para que nossos hospitais voltem a prestar os serviços de qualidade que outrora tinhamos e não fiquem nivelados pelos serviços da utopia DOS DISCURSOS E PROMESSAS; queremos que nossas universidades tenham seu quadro docente completado por professores efetivos e que nossos alunos não necessitem de Prouni, e que lhes seja garantido lugar no ensino público por merecimento de currículo escolar e não por pertencerem a este ou aquele movimento social.
Senhora Presidente, queremos voltar a ter esperança e que não precisemos nos insurgir contra as injustiças governamentais, como no passado, para sermos respeitados e tratados pelo que somos: Cidadãos livres e de bons princípios.
Lembre-se Senhora Presidente, que os maiores estadistas do mundo sempre foram no futuro julgados por seus verdadeiros atos e não por seus discursos e promessas, visto que "Promessa" em política é um meio para se alcançar um fim e "Discurso" é a forma oficial de justificar promessas não cumpridas enquanto aproveita-se a ocasião para fazer outras.
Uma pessoa verdadeiramente honrada, forja seu caráter ao longo de sua vida sem jamais abandonar os pilares que regem seus princípios, ela jamais compactua com atos ilícitos ou os permite.
Pode estar certa, Senhora Presidente, que seu último discurso já foi por todos esquecido, mas seus atos jamais o serão e será o futuro quem a irá julgar. Atitudes grandes, decisões corretas, firmeza de carater serão seu legado de honra que irão enaltecer e orgulhar seus decendentes, mas a iniqüidade, torpeza e patifaria fartamente oferecidas a quem detém o poder, tambem tem seu preço.
Bom governo, e que Deus lhe ilumine os passos!

