
Os ditadores que agora enojam o mundo ao reprimir ferozmente seu próprio povo nas praças árabes, foram colocados e mantidos no poder por nações que se hoje se apresentam como faróis da democracia e dos direitos humanos:
Estados Unidos, Inglaterra e a França.
Isso é condenável?
Não se o foco da questão for analisado pela questão de "necessidade e lucros".
Não é preciso ser nenhum sábio para enxergar que a política externa dos gigantes do Ocidente para com o Oriente Médio era totalmente desprovida de valores e princípios, onde o que realmente contava era conseguir "O QUE" se desejava, "QUANDO" se desejava, e "COMO" fosse possível.
Vejamos um pouco de história:
Desde os anos 40, quando o geólogo americano Everette DeGolyer informou a Washington que os países de península arábica estavam sentados sobre dezenas de bilhões de barris de petróleo, "O QUE" passou a ser esse líquido espesso e valioso, e o "COMO" ficou por conta da política externa.
Bem, esse quesito passou a ser um vale-tudo que variou durante o decorrer das décadas indo desde a promessa de liberdade e não invasão à compra pura e simples de líderes tribais e xeques, chegando a cooptação de militares ambiciosos, cujos golpes de estado para coloca-los no poder eram cuidadosamente planejados, organizados e financiados por potências estrangeiras de olho nas riquezas sob a areias finas do deserto.
Eis que cuidadosamente incubados nascem os Saddam Hussein, Muamar Kadafi, Hosni Mubaraki e até o já esquecido genocida Idi Amim Dada, entre outros.
Hoje esses "líderes" são ferozmente criticados e até mesmo atacados por seus próprios genitores.
O Iraque de Sadam foi armado e induzido à guerra contra o Irã pelos norte americanos, e invadido anos depois com a justificativa pueril de possuírem "armas de destruição em massa". O restante do planeta sabia de antemão que as únicas armas que poderiam possuir eram as que receberam dos EUA, mas Sadam Hussein passou dos limites, comportou-se mal e precisava de uma lição, assim como o Tio Sam necessitava de petróleo de graça para regularizar sua dívida interna americana à beira de um colapso, patrocinada pelas trapalhadas do então presidente Bush.
A celebre frase do mais extraordinário diplomata americano do século passado, George Kennan, morto aos 101 anos em 2005 dizia: As sociedades não vivem para conduzir sua política externa, é mais exato dizer que elas conduzem sua política externa para viver.
A política arruína o caráter, já dizia Otto Von Bismarck (1815-1898), o chanceler de ferro da alemanha, para quem mentir era mais do que um ato necessário, era dever do bom estadista.
Relevantes
no cenário mundial temos ainda o terrorismo veladamente apoiado pelo
Paquistão, o Irâ e seu fanático mas nada tolo lider Mahmoud Ahmadinejad,
mantido no poder através de fraudes, ameaças e execuções, e aliado ao
fundamentalismo islâmico e seu compreensível ódio aos americanos e
Israel, alimentado pelo barril de pólvora representado pela faixa de gaza.
No cenário mundial temos ainda no mesmo palco o risco nuclear
patrocinado pela insanidade crescente do ditador norte-coreano, a
permanente ameaça de ditadores sul americanos auto-intitulados de
esquerda, patrocinados pelo narcotráfico e mantidos no poder pelo
sub-desenvolvimento de seus povos, e outras maravilhas do gênero.
Como
isso termina?
Impossível prever, porque quando a relação da política externa dos países sustenta-se sobre ambições de posse, poder e lucros de uns sobre outros, o futuro torna-se apenas um apêndice do hoje.
Impossível prever, porque quando a relação da política externa dos países sustenta-se sobre ambições de posse, poder e lucros de uns sobre outros, o futuro torna-se apenas um apêndice do hoje.
Texto: AnalfaBlog
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