quinta-feira, 28 de maio de 2015

DROGAS - CRACK, COCAÍNA E HEROÍNA - Uma viagem sem volta.



     O sol ia surgindo no horizonte daquela cidade. 
      Um céu avermelhado encimado por nuvens escuras dava um aspecto de "feio/bonito" ao amanhecer.
      Sobre o asfalto ainda úmido e frio estava eu estirado sem vida, pois o manto da morte me cobria por inteiro.
      Os primeiros transeuntes, chocados com meu corpo, não apenas por estar sem vida, mas pelo aspecto de uma deterioração que iniciou antes da morte, ficaram estáticos olhando a cena.
     Não me viam, somente eu os via, sentia a dor daqueles olhares de estranhos que emitiam opiniões de lástima por ter alguém chegado aquele estado de degradação.
    Enquanto o grupo se formava e dizia as coisas mais estranhas, mas verdadeiras, comecei a lembrar o quanto fui feliz antes de me entregar ao vício e ceder aos conselhos ruins de amigos (?) que mandavam provar das mais estranhas e perigosas drogas, mas que jamais, segundo eles, fariam algum mal.
    O sorriso alegre e de esperança em um futuro promissor que meus pais esboçavam a cada nota mais alta na escola, ou a um elogio de algum amigo ou professor, ecoava na minha mente sem corpo, enquanto olhava meu corpo sem mente, prostrado como se fosse um mendigo de afeto e carinho.
     Meus olhos espirituais fixaram olhos materiais sem vida e, como um espelho, refletiram dias em que festas de aniversário organizadas por minha mãe e tias identificavam um amor incondicional, enorme, e uma esperança de que seria um homem de bem e retribuiria todo o carinho ali depositado quando adulto.
     Tentei fugir, mas não consegui.
   Tentei não olhar, mas meus olhos espirituais não tinham pálpebras.
     O choro era apenas uma dor, não havia lágrimas.
    Não podia me desculpar pela dor que causara e que ainda causaria, pois, mesmo nestas condições, meus familiares e amigos chorariam as lágrimas que não possuo mais. Gritos e lamentos eu teria que ouvir e não poderia dizer nada, somente sofrer todas aquelas dores e decepções de pais que apostaram em mim.
     Vi meu corpo ser enrolado em uma lona preta e colocado em um veículo para ser levado. As pessoas ainda ficaram no local, chocadas, tristes e maldizendo todo este círculo de tráfico, distribuição e uso de drogas que permeia a sociedade como uma víbora sedenta de almas. Vi meus pais em estado de choque a recolher restos de meus trapos que sobraram junto ao corpo.
Seus olhos estavam tão sem vida quanto os meus e a dor que experimentavam era incurável e os acompanharia até seus últimos  dias. 
    Antes de desaparecer sob o manto negro da morte, li o que estava escrito no muro próximo: Drogas, nunca mais!

     Com este texto, tento mostrar a decadência provocada pelo consumo de drogas, geralmente debutado sob a "inocente" alegação:  Eu só uso socialmente, ou ainda só fumo pra relaxar um pouco... enfim pra cada caso uma desculpa.  O consumo de drogas como a cocaína,  a heroína e o crack, leva, na maioria alarmante dos casos , a morte, e essa senhora de codinome morte não é afeita a desculpas, seu preço é "a sua vida"!


Comentários: AnalfaBlog








Comunistas de Araque e a Bolsa-Ditadura.





       Uma nação se faz pelo culto à sua memória e pela recuperação de sua história. Seus momentos mais sublimes são exemplos a ser seguidos, seus momentos mais sórdidos são exemplos do que não deve jamais ser repetido. Assim, novas gerações vão-se formando pela educação, pelo aprendizado de seus antepassados, pelo trabalho e esforço dos que as antecederam.
        Desta maneira, a liberdade pode ser vivida, animada e tomada como um princípio ao qual em nenhuma hipótese se deva renunciar.
      A renúncia significa escravidão. Isso implica fidelidade aos fatos, ausência de dogmatismos e, sobretudo, atitudes que não falsifiquem o que aconteceu no passado, pois esse tipo de deformação e deturpação histórica tem a função de velar posições contrárias à liberdade, abrindo caminho para novos dogmatismos, autoritarismos ou mesmo totalitarismos.
    Uma atitude "totalitária" que adote uma roupagem “democrática” contribui para que a própria democracia seja minada do seu interior, relativizando valores e exemplos.
     Há pessoas e agrupamentos políticos que, hoje, se reivindicam da “resistência à ditadura militar”, quando, na verdade, lutavam pela “ditadura do proletariado”, procurando impor, pelas armas, o totalitarismo comunista no Brasil.
    Se a palavra resistência a eles se aplica, deveria significar resistência aos que resistiram ao seu projeto totalitário.
    Em vez de fazerem sinceramente o luto de suas posições, reconhecerem os seus erros e, neste sentido, contribuírem para a história do Brasil, pretendem se colocar como verdadeiros representantes da liberdade.
    Democraticidas se travestem de libertários. O paradoxal, no entanto, é que têm conseguido fazer passar essa falsa mensagem à opinião pública, inclusive com proveitos próprios, pecuniários, nada desprezíveis, como são as polpudas indenizações por supostos atos de “resistência”.
    Além da falsificação histórica, são beneficiários de uma nova forma de “reparação histórica”: a “bolsa-ditadura”.
    Na verdade, o contribuinte brasileiro, você, eu, todos nós estamos pagando por uma das maiores empulhações da história brasileira. Os “revolucionários” perderam toda a moralidade, inclusive a moralidade da causa que diziam, e alguns ainda dizem representar.
    Em vez de afirmarem – o que é o seu próprio direito – a validade moral da causa defendida, procuram extrair proveitos do Estado brasileiro, o que significa dizer do dinheiro dos cidadãos, dos mais pobres aos mais ricos.
    Derrotados política e militarmente, procuram uma “reparação” de algo que foi produto de sua livre escolha. Se escolheram a causa do “socialismo”, do “comunismo” e da “ditadura do proletariado” são – ou deveriam ser – responsáveis por seus atos.
    Não deveriam transferir essa responsabilidade aos demais e, além disso, exigir que outros paguem por suas escolhas.
    Em vez da responsabilidade moral, o seu pleito se reduz à “bolsa-ditadura”.
    Imaginem se Lenin e Trotsky, tendo fracassado em sua tentativa de derrubar o regime czarista, viessem a pleitear, anos depois, uma “bolsa-ditadura”, resultante do seu insucesso.
    As autoridades governamentais russas deveriam pagar por não terem sido derrubadas e assassinadas!
   Pode-se estar ou não de acordo com esses revolucionários, pode-se ou não estar de acordo com as suas posições, em todo caso não se pode dizer que não fossem coerentes com seus projetos, tendo, no caso de Trotsky, dado a vida por sua causa.
    Morreu no México, com uma picareta cravada em sua cabeça, num golpe desferido por um agente de Stalin, que terminou sua vida num suave repouso na Cuba Castrista.
   Tinham dignidade moral, o que não se vê nos revolucionários brasileiros da “bolsa-ditadura”.
    O princípio de Kant, diz que tudo o que não pode ser tornado público é injusto. Desse exemplo quase já não se fala e, contudo, é ele que deveria ser ensinado nas escolas.
   Memória significa abertura às atuais gerações de todos os documentos e arquivos desse período. Devem elas aprender com o acontecido, conhecer os personagens envolvidos, num confronto com os fatos, e não com tergiversações históricas.
    Antes e durante o período em que a tortura foi aplicada, outros atos igualmente abjetos foram cometidos, como sequestros, assassinatos a sangue-frio, assaltos, bombas e mutilações feitos por grupos e pessoas que hoje, em nome desses seus atos (heróicos???), usufruem a “bolsa-ditadura”.
    Torturadores, assassinos e assaltantes devem aparecer e emergir dos arquivos que não foram ainda tornados públicos.
    Há mais de meio século começou o regime militar. Nada justifica que os cidadãos brasileiros não tenham amplo acesso a esse período de sua história.
   Todos devem conhecer em nome "do que" lutavam os diferentes contendores, devem aprender os diferentes significados da palavra resistência, devem fortalecer suas convicções de que, fora da liberdade e da democracia, não há sociedade que dignifique o homem.


Comentários: AnalfaBlog

Postagem destaque do Mês.

O Brasil que eu tanto quero.

                      É manhã de quase primavera e realmente parece que o dia promete ser lindo, um ímpar presente da natureza para...