Sentado no escritório, com a cabeça fervilhando de coisas existenciais
que indistintamente nos cercam todos os dias, algo me saltou à mente
como se fosse um painel, um banner ou mesmo uma tela: Deparei-me
pensando na complexidade cruel dos fatos que nos cercam, frente a
simplicidade da vida. Logo eu que repudio toda e qualquer idéia
filosófica que dificulte o trato com as coisas simples.
Decidi então, rebobinar o filme a fim de descobrir onde havia perdido o norte,
e enveredado por sendas e caminhos que não me são costumazes, visto que
sou adepto convicto do mantra: "Se pode simplificar não complique".
Rotineiramente as pessoas, no mundo em que vivemos hoje,
intencionalmente ou não buscam o complexo como se com uma dimensão maior
seus problemas fossem se tornar mais claros.
Gosto de pensar que um problema é uma agulha na palma da mão, se cair
no chão basta pega-la e vamos à luta. Temos que descobrir onde é a
ponta, o furo, como usa-la, e que se a espetarmos vai machucar, como é
comum no caso dos problemas. A maioria das criaturas procuram um monte
de feno para ali sentarem e tentar resolver suas vidas, mas a agulha que
tem na mão pode cair no feno e aí...
Nosso maior trunfo é a paz interior, mas somente pode ser acessada através da simplicidade.
A simplicidade é a porta de entrada para a sabedoria, e após dois ou
três passos inicia-se o percurso rumo ao conhecimento, uma identificação
com um linguajar que estabelece uma deliciosa comunicação com nosso
íntimo.
A simplicidade concentra a verdade das coisas, não toda a verdade, mas
o seu núcleo, um ponto de partida universal, de onde tudo poderá se
tornar mais abrangente, claro e completo, à escolha do freguês.
O mundo de hoje dita as regras no tipo inverso resultando que muita
gente só se impressiona com o que não entende bem. Já a simplicidade é
direta, translúcida e estabelece rapida conexão com o ser. Para horror dos filósofos.
Apêndice: - Sem valor textual e desconexo do postado acima, mas a quem interessar possa:
Você pode estar pensando: Que monte de asneiras, Filosofia barata, Cara metido a besta, Mas a pergunta do milhão é:
Como consigo paz com tantos problemas?
E
só assumir, sem deixar margens para mal entendidos, que "ninguem pode
caminhar o seu caminho". Um amigo, o irmão, pai, mãe, enfim podem
caminhar ao seu lado mas ninguem pode caminhar o seu caminho. Assuma que
só você pode resolver sua vida, suas pendências, pedir suas desculpas e
tocar sua vida, de uma forma que agrade A ou desagrade B mas só você
pode fazer algo "por você" e lembre: É a sua vida.
Texto: AnalfaBlog
Comemtários: AnalfaBlog

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