quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

A igualdade dos tolos - Brasil país de todos?



      Tão nocivo quanto o problema da desigualdade, só o mito da igualdade. Em nome dele, os guardiões da ética perseguem o pacto nacional da mediocridade.
Já diziam os líderes do MST: não basta distribuir a terra, é preciso punir os fazendeiros. É nessa linha que a classe média, coitada, que mora num conjugado em Copacabana e é chamada de “rica” pelas estatísticas governamentais, vai sendo enforcada por uma carga de impostos cada vez mais absurda, que a impede de consumir e aquecer a economia – tudo em nome da “igualdade”.
O Ipea está comemorando “uma significativa redução na desigualdade de renda no Brasil” entre 2003 e 2014. O índice de Gini caiu 4,6%. É claro que, hoje em dia, esse tipo de informação "sai do governo" como press release do Bolsa Família.
Chato é constatar que parte dessa “melhoria social” deve-se ao esfolamento dos 10% mais ricos, cuja renda caiu no mesmo período – lembrando que, no Brasil, o sujeito que ganha 2 mil reais por mês é considerado “mais rico”.
Ou seja: chegaremos ao paraíso socialista no dia em que todos os brasileiros estiverem descalços na esquina pedindo trocados para carros imaginários. 



Comentários: AnalfaBlog

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Bolsas sociais - A volta da escravidão no século 21

       
O Brasil é um país dividido por gritantes e tristemente imensas desigualdades no campo do social. 
   Nossa população é, na sua grande maioria, composta por cidadãos sem rosto nome ou mesmo existência formal perante o estado, em outras palavras não existem. 
   São tratados sem o indispensável individualismo, direito necessário para o  cidadão tornar-se único enquanto é parte do todo.
   Mas, de tempos em tempos, no momento do voto são prontamente reconhecidos e subitamente importantes. 
      Como pode ser isso? Simples: Os que dependem desse gado sem nome ou voz para tornar real seus anseios políticos, há muito encontraram a solução perfeita para cooptá-los: Distribuem dinheiro dando-lhe o nome de bolsa isso ou aquilo, impingindo ao ato um pseudo caráter "social" disfarçando assim o codinome "esmola".
      Com o cargo e o poder garantidos através do "social", corre ao léu os desejáveis investimentos em saúde, segurança, economia, transporte etc... uma vez que quem os utiliza são os inexistentes sem rosto ou voz, e que agora pagam um alto preço pelo descaso governamental que ajudaram a construir.
   A educação pública brasileira era, no século passado, um referencial de qualidade e que se perdeu no instante em que a classe  mais abastada começou a migrar para o ensino privado.
    Esse contingente imenso composto por invisíveis sem rosto ou voz (frente ao poder público) é parte de uma sociedade extremamente injusta que causa-lhe sofrimentos e penúrias incompatíveis com o potencial do país.
    A lastima é que a maioria de nós só se dá por conta disso quando alguém desse exército composto por pessoas embrutecidas pelo descaso, vem  cobrar sua parte da riqueza nacional muitas vezes valendo-se do ensurdecedor e quase sempre definitivo estampido de uma arma.

Comentários: AnalfaBlog.

Postagem destaque do Mês.

O Brasil que eu tanto quero.

                      É manhã de quase primavera e realmente parece que o dia promete ser lindo, um ímpar presente da natureza para...