Como brasileiro que sou, tenho esperanças de dias melhores para o país e o povo. Mas não há razão alguma para otimismo.
A inflação acaba de atingir o impensável patamar de dois dígitos muito
acima do teto "previsto", o PIB brasileiro se removermos a maquiagem
contábil, é o menor desde 2002. A política fiscal, sob a égide da
gastança, também sofreu cirurgias contábeis como vendas fictícias de
plataformas e, mesmo assim, atingiu um superávit primário negativo.
Esse resultado primário foi negativo pela primeira vez desde que o
Banco Central começou a computar dados do setor público, que inclui
governos federal, estaduais, municipais e empresas estatais, em 2001.
Em 2013, houve um superávit de R$ 91,3 bilhões, e em Em 2014, com o
advento dos escândalos, o déficit apareceu nu e cru e foi de R$ 32,5
bilhões.
Embora
jovem, a Constituição chega aos 25 anos como uma anciã, cheia de botox e
implantes. Ela é hoje a própria negação da estabilidade institucional,
pois o executivo governa através de recorrentes abusos e MPs, o
congresso interfere descaradamente nas políticas públicas indicando
cabos eleitorais para cargos públicos e o judiciário, volta e meia,
atropela os outros poderes.
Quanto a corrupção, nossa imagem internacional se deteriora em curva
ascendente, mas tudo é justificado em nome da governabilidade. O Estado não
para de crescer. Há bem pouco tempo a presidente nomeou 2.315
funcionários sem concurso. O mesmo fez o senador Renan Calheiros, que
também sem concurso nomeou mais de 2.200 funcionários para o senado.
É lógico que a carga tributária tem que aumentar, e para compensar esse
desajuste moral, o Estado distribui bolsas e cotas, sem se preocupar
com a saída digna desses milhões de cidadãos da real miséria mantendo-os
presos aos favores oficiais.
O que era pra ser inclusão torna-se assistencialismo permanente e
eleitoreiro. A esquizofrenia da União se espalha como rastilho de
pólvora por estados e municípios aumentando o caos institucional. Nossas
cidades converteram-se em campos de violência, o painel se amplia com o
caos automotivo resultado de políticas equivocadas.
Saúde educação e infraestrutura completam um governo sem planejamento,
sem nenhuma política macroeconômica e atirando em todas as direções na
busca descarada de votos.Comentários: AnalfaBlog





