Não é saudosismo, mas tem dias em que ao visualizar cenas do cotidiano
com crianças ou adolescentes de hoje, me pego divagando sobre o que foi a
minha própria juventude.
Lembro dos anos 70 e 80 e me dou conta de que nós fomos os últimos a brincar na rua até tarde, e tarde significava até as 18 horas, bastando o pai ou a mãe chamar que nos despedíamos da turma sempre marcando futebol no campinho, jogo de taco na rua ou outra brincadeira qualquer.
Fomos nós os primeiros a conhecer vídeo-games e também a tv à cores. Com 12, 14, 16 anos e até mais, íamos a parques de diversão e ninguem tinha vergonha de ser feliz, até mesmo porque com essa idade eramos crianças e tudo bem.
Tínhamos, as vezes, diferenças com os outros meninos que eram resolvidas na hora, na rua mesmo e nunca se usou facas ou armas contra outro garoto, pois isso pra nós era coisa de fracos ou de marginais adultos. A coisa era no braço mesmo e tinhamos orgulho disso, assim como era muito legal no outro dia todos fazerem as pazes pra brincar de novo.
Os carros não tinham cintos de segurança, apoios de cabeça, nem air-bag
e íamos soltos no banco de trás fazendo aquela farra! E isso não era
perigoso!
Não havia travas de segurança nas portas dos carros, chaves nos armários de medicamentos, detergentes ou químicos domésticos.
Lembro dos anos 70 e 80 e me dou conta de que nós fomos os últimos a brincar na rua até tarde, e tarde significava até as 18 horas, bastando o pai ou a mãe chamar que nos despedíamos da turma sempre marcando futebol no campinho, jogo de taco na rua ou outra brincadeira qualquer.
Fomos nós os primeiros a conhecer vídeo-games e também a tv à cores. Com 12, 14, 16 anos e até mais, íamos a parques de diversão e ninguem tinha vergonha de ser feliz, até mesmo porque com essa idade eramos crianças e tudo bem.
Tínhamos, as vezes, diferenças com os outros meninos que eram resolvidas na hora, na rua mesmo e nunca se usou facas ou armas contra outro garoto, pois isso pra nós era coisa de fracos ou de marginais adultos. A coisa era no braço mesmo e tinhamos orgulho disso, assim como era muito legal no outro dia todos fazerem as pazes pra brincar de novo.
Os carros não tinham cintos de segurança, apoios de cabeça, nem air-bag
e íamos soltos no banco de trás fazendo aquela farra! E isso não era
perigoso!Não havia travas de segurança nas portas dos carros, chaves nos armários de medicamentos, detergentes ou químicos domésticos.
As camas
tinham grades e os brinquedos eram multicores com pecinhas que se
soltavam ou no mínimo pintados com umas tintas “duvidosas“ contendo
chumbo ou outro veneno qualquer e ninguem se acidentava com isso.
A gente andava de bicicleta para lá e pra cá, sem capacete, joelheiras,
caneleiras e cotoveleiras... Bebíamos água de filtro de barro, da
torneira, de uma mangueira, ou de uma fonte e não águas minerais em
garrafas ditas "esterilizadas".
Construíamos aqueles famosos carrinhos de rolimã e aqueles que tinham a sorte de morar perto de uma ladeira asfaltada, podiam tentar bater records de velocidade e até verificar no meio do caminho que tinham tirado os calçados para economizar a sola dos sapatos, que eram usados como freios... E estavam descalços... Depois de alguns acidentes... Todos os problemas estavam resolvidos!
Iamos brincar na rua com uma única condição: devíamos voltar para casa ao anoitecer. Não havia celulares... E mesmo assim nossos pais sabiam onde estávamos! Incrível!
Tínhamos aulas só de manhã, e íamos almoçar em casa.
Quando tinhamos piolho usavamos Neocid em pó.
Braço no gesso, dentes partidos, joelhos ralados, cabeça raspada, Alguém se queixava disso?
Todos tinham razão, menos nós pois aprendíamos desde cedo uma coisa chamada respeito aos mais velhos ...
A gente andava de bicicleta para lá e pra cá, sem capacete, joelheiras,
caneleiras e cotoveleiras... Bebíamos água de filtro de barro, da
torneira, de uma mangueira, ou de uma fonte e não águas minerais em
garrafas ditas "esterilizadas". Construíamos aqueles famosos carrinhos de rolimã e aqueles que tinham a sorte de morar perto de uma ladeira asfaltada, podiam tentar bater records de velocidade e até verificar no meio do caminho que tinham tirado os calçados para economizar a sola dos sapatos, que eram usados como freios... E estavam descalços... Depois de alguns acidentes... Todos os problemas estavam resolvidos!
Iamos brincar na rua com uma única condição: devíamos voltar para casa ao anoitecer. Não havia celulares... E mesmo assim nossos pais sabiam onde estávamos! Incrível!
Tínhamos aulas só de manhã, e íamos almoçar em casa.
Quando tinhamos piolho usavamos Neocid em pó.
Braço no gesso, dentes partidos, joelhos ralados, cabeça raspada, Alguém se queixava disso?
Todos tinham razão, menos nós pois aprendíamos desde cedo uma coisa chamada respeito aos mais velhos ...
Comíamos
doces à vontade, pão com manteiga, bebidas com o (perigoso) açúcar.
Não se falava de obesidade, brincávamos sempre na rua e éramos super
ativos ... E ninguem ficava neurótico só porque o amiguinho não
emprestou seu brinquedo.Dividíamos com nossos amigos uma Tubaína comprada naquela vendinha da esquina, gole a gole e nunca ninguém morreu por isso ....
Nada de Playstations, Nintendo 64, X box, jogos de Vídeo, Internet por satélite, Video cassete e DVD, Dolby surround, Celular com câmera, Computador, Chats na Internet,... Só amigos.
Quem não teve um cachorro Rin Tin Tin? Nada de ração. Comiam a mesma
comida que nós (muitas vezes os restos), e sem problema algum! Banho quente? Xampú? Que nada! No quintal, um segurava o cão e o outro com a mangueira fria ia jogando água e esfregando-o com (acreditem se quiserem) sabão em barra de lavar roupa!
Algum cachorro morreu ou adoeceu por causa disso?
A pé ou de bicicleta, íamos à casa dos nossos amigos, mesmo que morassem a vários quarteirões de nossa casa, entrávamos sem bater e íamos brincar.
É verdade! Lá fora, nesse mundo cinzento e sem segurança!
Como era possível viver?
Jogávamos futebol na rua, com a trave sinalizada por duas pedras, e mesmo que não fossemos escalados... ninguém ficava frustrado e nem era o “FIM DO MUNDO“!
Na escola tinha bons e maus alunos. Uns passavam de ano e outros eram reprovados. Ninguém ia por isso a um psicólogo ou psicoterapeuta. Não havia a moda dos superdotados, nem se falava em dislexia, problemas de concentração, hiperatividade. Quem não passava, simplesmente repetia de ano e tentava de novo no ano seguinte!
As nossas festas eram animadas por radiolas com agulhas de diamantes
deslizando sobre os discos de vinil, luz negra e um delicioso coquetel
feito de groselha e maçã em cubinhos.Tinhamos: Liberdade, Fracassos, Sucessos, Brincadeiras e Deveres... e aprendíamos a lidar com cada um deles!
A pergunta que me faço hoje é: Como conseguíamos sobreviver em um mundo quase "da idade da pedra", sem termos tudo que a vida de hoje, tão glamorizada pela mídia, com liberdade total e tudo o que ela tem a oferecer:
Liberdade para ficar 10, 15 ou 20 horas em frente a um computador, trancado dentro de um apartamento, num papo virtual.
Liberdade para ser feliz por ter no facebook ou twitter 1200 "amigos" mesmo não conhecendo nenhum.
Liberdade para discutir com os pais, sem ter a menor preocupação de ser repreendido.

Liberdade para surrar professores sem qualquer culpa ou remorso e colocar um vídeo disso na internet para ser considerado "o cara".
Liberdade para discutir com os pais, sem ter a menor preocupação de ser repreendido.

Liberdade para surrar professores sem qualquer culpa ou remorso e colocar um vídeo disso na internet para ser considerado "o cara".
Liberdade para roubar, assaltar, estuprar e matar com 13 ou 14 anos de idade sem qualquer impedimento moral ou legal.
Usar cocaína, maconha e crack já aos 12 anos e ainda se considerar um homem por isso.
A única e verdadeira questão é: Como a gente conseguiu sobreviver naquele tempo? E acima de tudo, como conseguimos desenvolver a nossa personalidade de homens de bem e pais de família se vivíamos sem as "maravilhas de hoje"?
Texto: AnalfaBlog
Comentários: AnalfaBlog
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