sábado, 28 de março de 2015

Corrupção e a arte do aparelhamento estatal.

  

                Vou pra Pasárgada, lá sou amigo do Rei. Essa assertiva lembra-nos de forma sempre atual a engenhosa artimanha perpetrada pelo governo, ao longo de seus 12 anos no comando da nação, com o objetivo de alcançar a nefasta perpetuação no poder. 
                "Sou amigo do Rei" em tempos modernos nada mais é do que uma "companheirada". 
               Lentamente foram sendo preenchidos cargos de alto escalão com amigos do Rei, tudo minuciosamente planejado e executado com divina perfeição de forma que quando a corrupção e os desmandos chegassem a um ponto de não mais poderem ser encobertos, o Rei - ou a Rainha - estaria livres de perseguição ou condenação, protegidos pelos "amigos de Rei". 
                  Resta a pergunta: Onde estão esses amigos do Rei?  
             Bem, ao que se sabe no congresso nacional,  em todos os ministérios, na outrora altiva e independente OAB, no Supremo tribunal federal, e principalmente, - talvez o mais importante - no Superior Tribunal Eleitoral. 
                 Mas talvez o fato mais interessante ocorrendo hoje no Brasil seja o modo como a corrupção está destruindo nossas instituições mais sólidas, e os envolvidos pertencem todos a mesma classe política. Já vimos de tudo nesse país das maravilhas: anões do orçamento, máfia das ambulâncias, mensalão, petrolão, alguns afirmam que o BNDES vai ser a próxima bomba, enfim... 
                Como os envolvidos se elegem e reelegem facilmente, fica muito claro que o agente corruptor é o governo que leiloa cargos em troca de votos no congresso, apoios para seus desmandos e cumplicidades em suas tramoias, e, é claro, gerencia com mão de ferro o jogo do Toma lá - Dá cá. 
              Mas e a parcela do povo que vende seu voto pode reclamar, se também faz parte do jogo?  As vezes fico a me perguntar porque ainda votamos? E porque o voto ainda é obrigatório?

Texto: AnalfaBlog
Comentários: analfaBlog

terça-feira, 24 de março de 2015

Governo Brasileiro: Crise de credibilidade ou liderânça?

         Estava a conversar com amigos quando dei-me conta de algo recorrente nas rodas de assuntos e na mente das pessoas, a insatisfação com os rumos da política brasileira.
          Ao observar os dias atuais em que estamos vivendo, percebemos a imensa rejeição sofrida pelo atual governo por conta de escândalos, corrupção e tramoias levadas à público pela imprensa e redes sociais. 
       Coisas do tipo já ocorreram no passado, mas a dimensão alcançada nunca foi tão alarmante, e é cedo para saber como serão os desdobramentos sociais e políticos para a sustentação do atual governo.
           A despeito de sua eleição para uma função de tamanha relevância estava ali, diante de todos, uma figura pública polêmica, recheada de promessas dúbias e dona de uma arrogância ímpar e uma prepotência ainda maior, a olhar e se dirigir ao povo como se todos inferiores, pelo menos em sua concepção, fossem.
           Não é, longe de mim, pensar em denegrir a imagem da principal mandatária do país, mas os fatos falam por si.
          Estamos vivendo antes de tudo, uma crise de credibilidade e liderança. Liderar não tem nada a ver com arrogância e empáfia, mas muitos ainda acreditam que sem pose e ostentação não se conquista o respeito dos outros. Um lastimável engano. Pode-se no máximo conseguir subserviência através de atitudes arrogantes, mas respeito é um valor muito mais profundo e que só se cativa com "honestidade" - e se formos honestos, de fato honestos, teremos que admitir que nossa importância é a mesma que a de qualquer outra pessoa. Podemos ter vivido mais, lido mais, aprendido ensinamentos que alguns não tiveram acesso, mas de forma nenhuma isso justifica uma hierarquia dominadora.
              Numa relação vertical o superior ordena e os "inferiores" cumprem e assim elimina-se a troca, que é o elemento fundamental para a evolução dos costumes, dos relacionamentos e até de uma nação. Trocar é horizontal. É o que possibilita o olhar, o diálogo e a identificação. No momento em que eu contribuo para a sociedade com o que sei e aceito que colaborem comigo na mesma medida, ensinando-me o que não sei, estabelece-se uma relação producente e o respeito mais absoluto, aquele que não é fruto de uma imposição mas de uma admiração sincera.
             Esse talvez seja o calcanhar de Aquiles do sistema comunista de governar onde o governo tudo pode e ordena, como o grande e todo poderoso pai, e o povo submete-se como filho incapaz ou "legalmente" incapacitado.

Comentários: AnalfaBlog.

Postagem destaque do Mês.

O Brasil que eu tanto quero.

                      É manhã de quase primavera e realmente parece que o dia promete ser lindo, um ímpar presente da natureza para...