Vou pra Pasárgada, lá sou amigo do Rei. Essa assertiva lembra-nos de forma sempre atual a engenhosa artimanha perpetrada pelo governo, ao longo de seus 12 anos no comando da nação, com o objetivo de alcançar a nefasta perpetuação no poder.
"Sou amigo do Rei" em tempos modernos nada mais é do que uma "companheirada".
Lentamente foram sendo preenchidos cargos de alto escalão com amigos do
Rei, tudo minuciosamente planejado e executado com divina perfeição de
forma que quando a corrupção e os desmandos chegassem a um ponto de não
mais poderem ser encobertos, o Rei - ou a Rainha - estaria livres de
perseguição ou condenação, protegidos pelos "amigos de Rei".
Resta a pergunta: Onde estão esses amigos do Rei?
Bem, ao que se sabe no congresso nacional, em todos os ministérios, na
outrora altiva e independente OAB, no Supremo tribunal federal, e
principalmente, - talvez o mais importante - no Superior Tribunal
Eleitoral.
Mas talvez o fato mais interessante ocorrendo hoje no Brasil seja o
modo como a corrupção está destruindo nossas instituições mais sólidas, e
os envolvidos pertencem todos a mesma classe política. Já vimos de tudo
nesse país das maravilhas: anões do orçamento, máfia das ambulâncias,
mensalão, petrolão, alguns afirmam que o BNDES vai ser a próxima bomba,
enfim...
Como os envolvidos se elegem e reelegem facilmente, fica muito claro
que o agente corruptor é o governo que leiloa cargos em troca de votos
no congresso, apoios para seus desmandos e cumplicidades em suas
tramoias, e, é claro, gerencia com mão de ferro o jogo do Toma lá - Dá
cá.
Mas e a parcela do povo que vende seu voto pode reclamar, se também faz parte do jogo? As vezes fico a me perguntar porque ainda votamos? E porque o voto ainda é obrigatório?
Mas e a parcela do povo que vende seu voto pode reclamar, se também faz parte do jogo? As vezes fico a me perguntar porque ainda votamos? E porque o voto ainda é obrigatório?
Texto: AnalfaBlog
Comentários: analfaBlog

