terça-feira, 29 de março de 2016

Amar sem limites - sem causa - sem desculpas. amar e deixar-se amar.

      
   














            Amar sem limites é fazer do ser amado seu melhor amanhecer, ter nela seu maior tesouro e pensar nela sem sequer lembrar de si mesmo, suas necessidades ou preferências.
            Apenas viver por ela - para ela - para sempre.
            Alguém escreveu que o Amor faz a gente acreditar na imortalidade.
         Sou totalmente favorável a essa assertiva assim como torno-me discípulo do mesmo pensar, porque não parece haver lugar bastante ou tempo suficientemente grande na vida para uma ternura tão imensa quanto o amor verdadeiro. 
           É inconcebível que a mais avassaladora de nossas emoções não tenha senão os escassos momentos de uns poucos anos.


Texto: AnalfaBlog
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A delação premiada é ética?







      A delação premiada é ética? É justa? Quando ponho-me a pensar sobre esta nova ferramenta à disposição da justiça, logo vem a mente um sombrio personagem bíblico: Judas Iscariótes, que delatou seu mestre, Jesus, em troca de 30 moedas, e ninguém haverá de dizer que Judas é um exemplo a ser seguido pela justiça dos homens. 
        Poucas atitudes nos causam mais revolta do que aquela em que alguém, em troca de vantagens pessoais, joga seus companheiros na fogueira, ou na cruz. 
       Sob qualquer ótica que se examine, o delator é sempre um dedo-duro, um pária. Mesmo assim, a moderna delação premiada é justificável, se corretamente empregada, pois quebra a falsa "ética do crime", que se resume numa lealdade quase irracional entre bandidos. 
        Essa lealdade ética - sem qualquer ética - é baseada no medo e não na virtude. Criminosos não delatam por possuírem valores como amizade ou sólido companheirismo e sim por medo de consequências que podem chegar à morte. Nesse quadro, reina a "delação premiada", conseguindo dissolver essa ética do crime por meio da oferta do "menos pior". 
        Se o Corrupto "leal" só e leal porque tem medo, nada mais ético do que leva-lo a cooperar com a justiça por meio de uma motivação tão mesquinha quanto o medo: o interesse de ter a pena abrandada. 
      Apenas temos que ter o bom senso de não compararmos os atuais delatores a Judas Iscariotes. Digo isso por dois bons motivos: Primeiro porque a delação de Judas foi feita as tropas Romanas, invasoras, estrangeiras e opressoras de Jerusalém, o que não é o atual caso. O segundo motivo é o nome do Delatado. Os acusados pela Lava-Jato, podem ser corruptos, bandidos ou apenas suspeitos, mas não são iguais a Jesus Cristo.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Música dos grandes mestres - As preferidas.



   Longe de 'Funks",  Rap´s ou Sertanejos universitários, ouvindo sons diversos e puros que só a natureza é capaz de ofertar, encontrei-me divagando sobre um tempo não tão distante, de acordes celestiais, sinfonias e árias inacreditavelmente belas.
     Refiro-me aos grandes mestres da música erudita e, é claro, as minhas preferidas.





VERDI -  com a Abertura de: A Força do Destino.
Poucos compositores revelaram personalidade mais surpreendente do que Verdi. Não seria de esperar que um tranquilo cavalheiro dedicado a vida agrícola fosse o autor das árias mais melodiosas e das óperas mais comoventes e famosas do mundo.

BEETHOVEN - Sinfonia Heroica.
Foi inspirada por Napoleão, a quem o compositor admirava como herói democrático. Napoleão coroando-se imperador, Beethoven arrancou seu nome da página, inscrevendo: "Sinfonia Heroica" em memória de um grande homem. Esta é a primeira das abaladoras explosões musicais de Beethoven.

STRAVINSKY - A Sagração da Primavera.
Creio que foi escrita em 1912. Essa música provocou um tumulto quando foi apresentada pela primeira vez. Entretanto, anos depois alcançava retumbante êxito. "Le Sacre du Printemps" escrita há quase 104 anos, continua uma das peças mais "modernas" do século XXI.

TCHAIKOWSKY - Sinfonia Patética.
Tchaikowsky disse uma vez que se orgulhava mais dessa sinfonia do que de qualquer outra de suas famosas obras. E tinha razões para isso. Como acontece com a maioria de suas obras, as melodias da "Patética" forma usadas como tema de canções modernas. Tchaikowsky pode ser considerado o mais popular compositor de música erudita. 

SCHUBERT - Sinfonia Inacabada.
Para muitos, assim como eu, essa será sempre a mais bela música que já se escreveu. Os puristas dizem que Schubert deixou a sinfonia inacabada porque nada mais lhe podia ser acrescentado. O que é mais incrível é que essa música tenha sido executada pela primeira vez 37 anos após a morte do compositor.

WAGNER - Prelúdio e Liebestod de Tristão e Isolda.
Essa duas composições gozam de velha popularidade e muita execução pelo mundo todo. São músicas de rara qualidade. Breves obras primas que produzem grande emoção e ao serem executadas adquirem vida e alma próprias.

MOZART - Sinfonia n° 40.
Esta é a mais amada sinfonia, a mais perfeita de Mozart, da qual Schubert disse que nela se podiam ouvir os anjos cantando. Íntima como música de câmara, a sinfonia tem a precisão de um minuete dançado em chão encerado. Não é de se espantar que seja uma das mais executadas no mundo todo.

E olhem que faltam O Concerto de Brandemburgo de Bach; a sinfonia Renana de Scumann; A Sinfonia Italiana de Mendelssohn; A Suíte para Ballet LesSylphides de Chopin; Valsas de Johann Strauss e por aí a fora.

Mas isso fica para outra ocasião.


Texto: AnalfaBlog
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Politicamente falando - Mente medíocre em alma pequena.



           Quando escuto - e vejo - as bravatas e gritos de um ex-presidente, que malfadadamente tivemos que suportar, ponho-me a conjecturar: 
         A história, em toda sua milenar amplitude, ensina-nos que nenhum homem que se autoproclama "isto ou aquilo", ou que diz ser melhor que A ou B, realmente acredita nisso. Se acreditasse não o diria.  
       Tem sim uma necessidade compulsiva que os outros acreditem. O cão São-bernardo nunca diria isso ao cachorrinho pequinês, nem o erudito o faria a um analfabeto, nem que tem posição e empregos bons à um pobre pedinte, ou mesmo a mulher bonita para uma que não foi tão favorecida. 
       A autoproclamação de igualdade e superioridade só é feita por aqueles que se sentem inferiores. O que ela expressa é uma perigosa insanidade, uma ardente autoconsciência de uma inferioridade que a criatura se recusa a aceitar, e por isso se ressente cometendo as mais absurdas barbáries ou incitando outros a faze-lo. 
       Em nome de uma autoestima que nunca terá, passará uma vida inteira culpando o mundo por seus malefícios e a todos por suas patifarias. . 
       Não há tão ilusório como a extensão de poder de uma celebridade, parece, as vezes, que uma reputação chega até os confins do país - quando na realidade ela escassamente passa das últimas casas de um bairro, visto que seus pares conhecem-no e associam-se por benesses ou igual distúrbio psicopático.
       Se esse alguém pressentir uma contrariedade ou mesmo um adversário, e perceber nele uma superioridade cultural ou intelectual, conclui tacitamente e sem consciência clara que este, em igual medida, notará e sentirá a sua inferioridade e limitação. Essa conclusão desperta o ódio, o rancor e a raiva mais amarga.

Texto: AnalfaBlog
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A lógica do Édem - Uma visão transmorfológica




               
         Não posso deixar de sentir-me desapontado com Adão e Eva. Isto é, com seus temperamentos, sua infantilidade e a pobreza de suas escolhas, não com eles, pobres criaturas jovens, com almas feitas de manteiga, que recebem como dádiva divina ordens para se pôr em enfrentamento com o fogo, e assim derreter. 
           Uma dúvida que não consigo reprimir é: 
         E se Adão e Eva tivessem sido "adiados" e, por exemplo, Martinho Lutero e Joana D´arc postos em seu lugar... 
          Esse seria um esplêndido par, equipado com temperamentos feitos não de manteiga, mas de amianto e aço. Nem mediante persuasão ou ameaças do fogo do inferno, teria satanás conseguido tapeá-los e feito-os comer a maçã. 
               Isso, é claro, teria resultados.  A maçã estaria intacta até os dias atuais.  Não haveria a raça humana,  não haveriam vocês e não haveria um Eu. 
                 O velhíssimo esquema da aurora da criação, que deu-nos outrora a existência, exterminou-nos! 
             Bem, por absoluto descrédito que deposito nas fábulas eis-me aqui bem vivo, assim como o resto do mundo.


Texto: AnalfaBlog
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Paz na terra aos homens de boa vontade.







        Pelas escrituras de sete das principais religiões do mundo perpassa um só tema, expresso de forma espantosamente igual ao longo de milênios.






Bramanismo: Esta é a súmula do dever: Não faças nada a outrem que te causaria dor se fosse feito a ti.
                                                                                       - Mahabharata 5, 1517

Budismo:  Não ofendas os outros por formas que julgarias ofensivas a ti mesmo.
                                                                                       - Udanavarga 5, 18

Confucionismo: Existe máxima pela qual devemos reger-nos durante toda nossa vida? Sem dúvida. É a máxima da bondade e do amor: Não faças a outrem o que não quererias que eles fizessem a ti mesmo.
                                                                                       - Anacleto 15, 23


Taoísmo: Considera o ganho do próximo como teu próprio ganho, e a perda do próximo como a tua própria perda.
                                                                                       - T´ai-Shang Kan-Ying P´ien

Judaísmo: O que é odioso para ti não o faças a teu próximo. Essa é toda a Lei.
                                                                                        - Talmud, Shabbat  31a

Cristianismo: Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam fazei-lho também vós, porque esta é a Lei, e os profetas.
                                                                                         - Mateus 7, 12

Islamismo: Nenhum de vós será verdadeiramente crente enquanto não desejar para seu irmão o que deseja para si mesmo.
                                                                                          - Sunan

Humanismo: Paz e compreensão entre os que compartilham o mesmo ar e vivem sob o mesmo sol no mundo dos homens.
                                                                                         - AnalfaBlog

Texto: AnalfaBlog
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Postagem destaque do Mês.

O Brasil que eu tanto quero.

                      É manhã de quase primavera e realmente parece que o dia promete ser lindo, um ímpar presente da natureza para...