segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Afinal, de onde saem os políticos?




Quem é afinal esse povo, essa raça estranha, inacessível, inatingível, com super-poderes conhecida pelo codinome "Políticos"? De que se alimentam? Onde vivem? Porque só aparecem entre nós de 4 em 4 anos?  Porque nunca os vimos em cinemas, shoppings ou mesmo no supermercado? E sobretudo, porque tantos, senão a maioria absoluta, são tão corruptos e mentirosos? 
     Essas perguntas encontram eco e resposta entre nós. 
     Isso mesmo entre nós, porque somos todos participantes de um mesmo núcleo de existência chamado sociedade. A diferença que nos separa é apenas o mandato que lhes outorgamos, simples assim.
     Quando mantemos em nosso poder um objeto encontrado sem devolve-lo ou pelo menos tentarmos, ou quando espertamente usamos de artifícios para furar uma longa fila em vez de esperarmos como todos que lá estão, quando pedimos favores para um conhecido em uma repartição com a finalidade de passar nossa documentação  para cima da pilha e sermos os primeiros atendidos, estamos praticando atos de  má conduta e corrupção que mesmo de pequeno porte e significância são tão deploráveis quanto a corrupção e roubalheira que tanto nos repulsa.
     Enquanto praticarmos e, pior que isso, considerarmos "normal" em nossas vidas esses pequenos deslizes continuaremos a ter em nossas escolhas, inclusive nos representantes, o espelho das nossas atitudes.
     Conta a história que há mais de 2000 anos atrás, quando o filósofo grego Diógenes de Sinope andava pelas ruas de Atenas em pleno dia com uma lanterna acesa, perguntaram a razão para tal atitude, este respondeu: que estava a procura de um homem honesto. 
Texto: AnalfaBlog
Comentários: AnalfaBlog
  

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