domingo, 25 de novembro de 2012

Condenações dos réus do mensalão!




      Seria ingenuidade imaginar que a condenação dos réus do mensalão, especialmente de lideranças políticas que ocuparam cargos importantes na administração do país será suficiente para eliminar a corrupção, a promiscuídade e a mentalidade patrimonialista de apropriação do estado por governantes e agentes públicos.
     Ainda haveremos de chegar ao ideal preconizado pelo ministro Celso de Mello ao proferir seu voto sobre a compra de apoio parlamemtar: "O Estado Brasileiro não tolera o poder que corrompe e nem tolera o poder que se deixa corromper, quem tem o poder e a força do Estado não tem o direito de usá-lo em seu próprio benefício".
     Por aí se percebe que o propósito maior do supremo neste episódio do mensalão não foi julgar pessoas, nem prejuudicar projetos políticos e partidários, mas sim, condenar práticas incompatíveis com a democracia e com os ideais republicanos.
     O sinal da mais alta corte do país é claro: Chega de tolerância com a corrupção travestida de normalidade. Não é normal nem aceitável que governantes, ministros e parlamentares finjam que não veem o que ocorre sob suas barbas.
     Aquela desculpa de que "todo mundo faz" não cola mais e pode dar cadeia.

Texto: AnalfaBlog
Comentários: AnalfaBlog

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Problemas



               Sentado no escritório, com a cabeça fervilhando de coisas existenciais que indistintamente nos cercam todos os dias, algo me saltou à mente como se fosse um painel, um banner ou mesmo uma tela: Deparei-me pensando na complexidade cruel dos fatos que nos cercam, frente a simplicidade da vida. Logo eu que repudio toda e qualquer idéia filosófica que dificulte o trato com as coisas simples.
     Decidi então, rebobinar o filme a fim de descobrir onde havia perdido o norte, e enveredado por sendas e caminhos que não me são costumazes, visto que sou adepto convicto do mantra: "Se pode simplificar não complique".
      Rotineiramente as pessoas, no mundo em que vivemos hoje, intencionalmente ou não buscam o complexo como se com uma dimensão maior seus problemas fossem se tornar mais claros. 
        Gosto de pensar que um problema é uma agulha na palma da mão, se cair no chão basta pega-la e vamos à luta. Temos que descobrir onde é a ponta, o furo, como usa-la, e que se a espetarmos vai machucar, como é comum no caso dos problemas. A maioria das criaturas procuram um monte de feno para ali sentarem e tentar resolver suas vidas, mas a agulha que tem na mão pode cair no feno e aí...
     Nosso maior trunfo é a paz interior, mas somente pode ser acessada através da simplicidade. 
      A simplicidade é a porta de entrada para a sabedoria, e após dois ou três passos inicia-se o percurso rumo ao conhecimento, uma identificação com um linguajar que estabelece uma deliciosa comunicação com nosso íntimo.
        A simplicidade concentra a verdade das coisas, não toda a verdade,  mas o seu núcleo, um ponto de partida universal, de onde tudo poderá se tornar mais abrangente, claro e completo, à escolha do freguês.
    O mundo de hoje dita as regras no tipo inverso resultando que muita gente só se impressiona com o que não entende bem. Já a simplicidade é direta, translúcida e estabelece rapida conexão com o ser. Para horror dos filósofos.

Apêndice: - Sem valor textual e desconexo do postado acima, mas a quem interessar possa:

Você pode estar pensando: Que monte de asneiras, Filosofia barata, Cara metido a besta, Mas a pergunta do milhão é: 
Como consigo paz com tantos problemas? 
E só assumir, sem deixar margens para mal entendidos, que "ninguem pode caminhar o seu caminho". Um amigo, o irmão, pai, mãe, enfim podem caminhar ao seu lado mas ninguem pode caminhar o seu caminho. Assuma que só você pode resolver sua vida, suas pendências, pedir suas desculpas e tocar sua vida, de uma forma que agrade A ou desagrade B mas só você pode fazer algo "por você" e  lembre:  É a sua vida.

Texto: AnalfaBlog
Comemtários: AnalfaBlog

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Súplica ao meu Amor!











Súplica ao meu Amor!
 
Se você realmente me ama, não minta pra mim, não me roube e não me traia.
Mas se tiver que mentir que seja pra me dizer que sou lindo e me matar de rir. 
Se tiver que me roubar que roube todas as tristezas que possa carregar. 
E se realmemte tiver que trair, que traia a morte e jamais me deixe só.
 
Texto: AnalfaBlog. 
Comentários: AnalfaBlog

terça-feira, 6 de novembro de 2012

A fé nossa de cada dia dai-nos hoje...





 
   
   
        





  Não procures religião, encontre Deus.
  Não desperdice sua curta vida seguindo profetas, pastores, bispos, padres em busca de salvação, encontre a fé em seu estado mais puro dentro de si mesmo. 
  Lembre que aquilo que Deus não lhe forneceu, religioso algum lhe proverá. 
  São hábeis nas promessas e palavras usando uma bíblia que não lhes foi escrita, mas para toda a humanidade. São contra tudo e todos que não lhes são afins, como se leprosos fossem, ou possuídos pelo demônio.
  Pregam em nome de um Jesus que mal conhecem, mas isso frente a magnitude divina é apenas o som da mente humana se chocando contra os limites da linguagem, como moscas na vidraça. 
 Jesus em vida foi um revolucionário, tome-o como exemplo e faça uma mudança em sua vida. Na verdade as pessoas não fazem revoluções para serem livres, elas fazem revoluções porque são livres.
 Homens morrem sem se resignar a idéia de que a verdadeira e inexpugnável glória de Deus começa onde termina a linguagem humana.
 
Texto: AnalfaBlog. 
Comentários: AnalfBlog.

Retalhos do dia a dia.



Coletânea de observações vindas a partir de observações do nosso cotidiano.

           Causou-me espanto ler num jornal da capital gaúcha uma observação sobre as ferramentas utilizadas pelos senadores brasileiros em seu "trabalho":  - Tablet pessoal. A grande maioria revela sem o menor pudor, não saber usar e nem ter interesse em aprender. - Notebook. O senador entrevistado revela que tem vários "rolando" pelos gabinetes e que as vezes tem dificuldade até de localizar o seu. - Telefone celular. A média dos parlamentares possuem três, para (dizem) melhor exercer o seu ofício. Isso tudo generosamente pago pelo contribuínte, ou seja você, eu, o taxista, o padeiro etc... Agora vejamos as ferramentas utilizadas pela maioria dos professores públicos brasileiros: - Giz e Quadro-negro, quase sempre em péssimas condições assim como  as escolas em que ensinam. E nas campanhas eleitorais, políticos pregam em alta voz ser a educação a prioridade para o desenvolvimento do país.

     Jornal local estampa na coluna policial matéria em que a irmã de uma vítima de assalto, ligou para a polícia relatando o recém ocorrido fato, e teve como resposta de uma policial que não era possível fazer nenhum atendimento ou mesmo ir ao local por estarem sem viaturas. O que? Em uma cidade de quase 400.000 habitantes não ter viatura? Como um país, dito "emergente", saíndo do terceiro mundo, que não tem dinheiro sequer para comprar viaturas policiais quer sediar uma copa do mundo?

     Apenas por curiosidade, fico pensando se nossos líderes tanto no legislativo, executivo ou judiciário não estão exagerando nas sucessivas propostas de aumentos exponenciais de seus já vultosos salários, incrivelmentes maiores do que a receita da grande população, que no final das contas é quem realmente trabalha e produz nesse país, para que eles brinquem de autoridades e recebam os louros do poder. Gostaria de ver um, apenas um, dos nossos mandatários seguir o exemplo de Deng Xiao Ping, que se destituiu de todo salário, e de todas as regalias e honrarias ao assumir uma China caótica e atrasada e graças ao seu governo é hoje a potência comercial e financeira mais respeitada no mundo. Gostaria de ver, mas como tenho preguiça de esperar sentado vou juntar-me a voces, porque amanhã temos todos que trabalhar. Por todos entenda-se "o povo" é claro.

     O país tem uma estrutura tributária absurda, caótica, que supostamente só beneficia os arrecadadores, mas nem isso, porque não se pode arrecadar bem de uma economia constrangida pela própria forma de arrecadação. O Brasil tem uma infra-estrutura doente de terra e ar, e mata seu futuro a cada dia negando dignidade a professores, policiais e produtores de ciência e cultura. E o que faz o Brasil diante disso? Vai discutir acordos para minimizar o efeito mensalão.

     A premissa é de que um governo gasta boa parte do seu tempo e dos seus recursos trabalhando para reeleger o seu antigo chefe. Não é possível que nesse transatlântico só haja marinheiros de primeira viagem. A luta pela permanência no poder nasceu no dia em que se abandonou a ética e se criou a impunidade. Qual é exatamente essa diferença abismal entre tentar manter no cargo o mesmo governante e tentar eleger um sucessor aliado? Afinal o que é melhor? Um bis de  Lula Maluf ou a invenção de um Aécio Lula?

     Numa agenda política tacanha, em que só há foco para discussão de crises, CPIs e outras trombadas, a celebração de um pacto entre governo e oposição para acabar com o estigma de mensalão e mensaleiros, compõe o quadro acabado de uma república com alma de rincão. Para que botar ordem na tribo se podemos ficar aqui eternamente discutindo os cargos para os caciques?

Comentarios: AnalfaBlog

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Anos 70... Retrospectiva sem vergonha.


    Não é saudosismo, mas tem dias em que ao visualizar cenas do cotidiano com crianças ou adolescentes de hoje, me pego divagando sobre o que foi a minha própria juventude.
    Lembro dos anos 70 e 80 e me dou conta de que nós fomos os últimos a brincar na rua até tarde, e tarde significava até as 18 horas, bastando o pai ou a mãe chamar que nos despedíamos da turma sempre marcando futebol no campinho, jogo de taco na rua ou outra brincadeira qualquer.
    Fomos nós os primeiros a conhecer vídeo-games e também a tv à cores. Com 12, 14, 16 anos e até mais, íamos a parques de diversão e ninguem tinha vergonha de ser feliz, até mesmo porque com essa idade eramos crianças e tudo bem.
    Tínhamos, as vezes, diferenças com os outros meninos que eram resolvidas na hora, na rua mesmo e nunca se usou facas ou armas contra outro garoto, pois isso pra nós era coisa de fracos ou de marginais adultos. A coisa era no braço mesmo e tinhamos orgulho disso, assim como era muito legal no outro dia todos fazerem as pazes pra brincar de novo.

   Os carros não tinham cintos de segurança, apoios de cabeça, nem air-bag e íamos soltos no banco de trás fazendo aquela farra! E isso não era perigoso!
   Não havia travas de segurança nas portas dos carros, chaves nos armários de  medicamentos, detergentes ou químicos domésticos.
  As camas tinham grades e os brinquedos eram multicores com pecinhas que se soltavam ou no mínimo pintados com umas tintas  “duvidosas“ contendo chumbo ou outro veneno qualquer e ninguem se acidentava com  isso.
  A gente andava de bicicleta para lá e pra cá, sem capacete, joelheiras, caneleiras e cotoveleiras... Bebíamos água de filtro de barro, da torneira, de uma mangueira, ou de uma fonte e não águas minerais em garrafas ditas "esterilizadas".
    Construíamos aqueles famosos carrinhos de rolimã e aqueles que tinham a sorte de morar perto de uma ladeira asfaltada, podiam tentar bater records de velocidade e até verificar no meio do caminho que tinham tirado os calçados para economizar a sola dos sapatos, que eram usados como freios... E estavam descalços... Depois de alguns acidentes... Todos os problemas estavam resolvidos!
    Iamos brincar na rua com uma única condição: devíamos voltar para casa ao anoitecer. Não havia celulares... E mesmo assim nossos pais sabiam onde estávamos! Incrível!
    Tínhamos aulas só de manhã, e íamos almoçar em casa.
    Quando tinhamos piolho usavamos Neocid em pó.
    Braço no gesso, dentes partidos, joelhos ralados, cabeça raspada, Alguém se queixava disso?
   Todos tinham razão, menos nós pois aprendíamos desde cedo uma coisa chamada respeito aos mais velhos ...

    Comíamos doces à vontade, pão com manteiga, bebidas com o (perigoso) açúcar.  Não se falava de obesidade, brincávamos sempre na rua e éramos super ativos ... E ninguem ficava neurótico só porque o amiguinho não emprestou seu brinquedo.
    Dividíamos com nossos amigos uma Tubaína comprada naquela vendinha da esquina, gole a gole e nunca ninguém morreu por isso ....
    Nada de Playstations, Nintendo 64, X box, jogos de Vídeo, Internet por satélite, Video cassete e DVD, Dolby surround, Celular com câmera, Computador, Chats na Internet,... Só amigos. 

    Quem não teve um cachorro Rin Tin Tin?  Nada de ração. Comiam a mesma comida que nós (muitas vezes os restos), e sem problema algum!
    Banho quente? Xampú? Que nada! No quintal, um segurava o cão e o outro com a mangueira fria ia jogando água e esfregando-o com (acreditem se quiserem) sabão em barra de lavar roupa!
    Algum cachorro morreu ou adoeceu por causa disso?
   A pé ou de bicicleta, íamos à casa dos nossos amigos, mesmo que morassem a vários quarteirões de nossa casa, entrávamos sem bater e íamos brincar.
    É verdade! Lá fora, nesse mundo cinzento e sem segurança!
    Como era possível viver?
  Jogávamos futebol na rua, com a trave sinalizada por duas pedras, e mesmo que não fossemos escalados... ninguém ficava frustrado e nem era o “FIM DO MUNDO“!
  Na escola tinha bons e maus alunos. Uns passavam de ano e outros eram reprovados. Ninguém ia por isso a um psicólogo ou psicoterapeuta. Não havia a moda dos superdotados, nem se falava em dislexia, problemas de concentração, hiperatividade. Quem não passava, simplesmente repetia de ano e tentava de novo no ano seguinte!
                                                        
  As nossas festas eram animadas por radiolas com agulhas de diamantes deslizando sobre os discos de vinil, luz negra e um delicioso coquetel feito de groselha e maçã em cubinhos.
   Tinhamos: Liberdade, Fracassos, Sucessos, Brincadeiras e Deveres... e aprendíamos a lidar com cada um deles!

         A pergunta que me faço hoje é:  Como conseguíamos sobreviver em um mundo quase "da idade da pedra", sem termos tudo que a vida de hoje, tão glamorizada pela mídia, com liberdade total e tudo o que ela tem a oferecer:
          Liberdade para ficar 10, 15 ou 20  horas em frente a um computador, trancado dentro de um apartamento, num papo virtual. 
          Liberdade para ser feliz por ter no facebook ou twitter 1200 "amigos" mesmo não conhecendo nenhum.
       Liberdade para discutir com os pais, sem ter a menor preocupação de ser repreendido.


  Liberdade para surrar professores sem qualquer culpa ou remorso e  colocar um vídeo disso na internet para ser considerado "o cara". 
  Liberdade para roubar, assaltar, estuprar e matar com 13 ou 14 anos de idade sem qualquer impedimento moral ou legal.
  Usar cocaína, maconha e crack já aos 12 anos e ainda se considerar um homem por isso.


 A única e verdadeira questão é: Como a gente conseguiu sobreviver naquele tempo?  E acima de tudo, como conseguimos desenvolver a nossa personalidade de homens de bem e pais de família se vivíamos sem as "maravilhas de hoje"?


Texto: AnalfaBlog
Comentários: AnalfaBlog

Postagem destaque do Mês.

O Brasil que eu tanto quero.

                      É manhã de quase primavera e realmente parece que o dia promete ser lindo, um ímpar presente da natureza para...