quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Vítima da corrupção e impunidade o país continua doente.

      

      A impunidade que assola o país em todos os níveis está tomando proporções alarmantes. 
       Mesmo os órgãos como o judiciário, onde pairava uma aura de sobriedade e indiscutível seriedade moral e profissional, vemos que ora desnudos mostram em suas entranhas os conchavos e acordos protecionistas acobertando seus pares e suas maracutaias. 
    Mas a coisa não para por aí, se olhar-mos mais atentamente veremos todos os dias negociatas e acordos. 
     Entre partidos políticos e a base governista para livrar a cara de seus integrantes pegos em safadezas e roubalheiras. Ou então assistimos a casos de erros médicos sem qualquer punição pela lei ou mesmo o CRM, a violência desmedida praticada por policiais é  acobertada por seus superiores sem a devida resposta do estado, temos crimes praticados por gangues de jovens de classe média alta, sem punição a altura por parte do judiciário, vemos invasões de terra supostamente por motivos sociais deixando prejuízos de monta ao detentor legítimo da propriedade e a desolação que se segue à desocupação dos invasores e por aí a fora.
     Isso tudo pode ser reunido sob uma única sentença: "impunidade".
    Aí está finalmente "ela", a indefectível, malfadada e desastrosa impunidade, que não nasceu e não sobrevive sozinha tendo como inseparável companhia a irmã gêmea "corrupção".
   A impunidade gera nas pessoas um sentimento amargo de impotência diante de um sistema corrupto. Isso acaba nos levando à indiferênca em relação ao país. 
    Citando apenas como exemplo, vemos o caso dos "vampiros" que desviaram dinheiro da saúde e que nenhum dos 17 presos na operação da Polícia Federal continua atrás das grades.
   A impunidade é uma endemia nacional provocada pela falta de rigor.  A frouxidão das leis e o constante descumprimento delas, em especial as repressivas,  são seu maior alimento.
    Essa situação representa um grave perigo. 
  Com um olhar mais atento, percebe-se que não se tem notícia de sociedades desenvolvidas em que a punição efetivamente não aconteça. 
   O ex-prefeito de Nova York, Rudy Giuliani ficou famoso por ter  "limpado" a polícia local e utilizando-se de um sistema judiciário sem conivências ou complacências implantou o que logo ficou mundialmente conhecido como "Tolerância Zero",  A Itália livrou-se da Máfia, livrando-se primeiro de policiais e juízes corruptos que recebiam somas elevadas das famílias mafiosas para mante-las fora das grades. 
   Por aqui a penalização também existe, mas precisa tornar-se mais eficaz, ou seja, o problema não é investigar e prender, e sim investigar, prender e condenar, e depois fazer com que as condenações sejam cumpridas "na íntegra". 

Texto: AnalfaBlog
Comentários: AnalfaBlog       
      

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