Quando escuto - e vejo - as bravatas e gritos de um ex-presidente, que malfadadamente tivemos que suportar, ponho-me a conjecturar:
A história, em toda sua milenar amplitude, ensina-nos que nenhum homem
que se autoproclama "isto ou aquilo", ou que diz ser melhor que A ou B,
realmente acredita nisso. Se acreditasse não o diria.
Tem sim uma necessidade compulsiva que os outros acreditem. O cão
São-bernardo nunca diria isso ao cachorrinho pequinês, nem o erudito o
faria a um analfabeto, nem que tem posição e empregos bons à um pobre
pedinte, ou mesmo a mulher bonita para uma que não foi tão favorecida.
A autoproclamação de igualdade e superioridade só é feita por aqueles
que se sentem inferiores. O que ela expressa é uma perigosa insanidade,
uma ardente autoconsciência de uma inferioridade que a criatura se
recusa a aceitar, e por isso se ressente cometendo as mais absurdas
barbáries ou incitando outros a faze-lo.
Em nome de uma autoestima que nunca terá, passará uma vida inteira culpando o mundo por seus malefícios e a todos por suas patifarias. .
Não há tão ilusório como a extensão de poder de uma celebridade,
parece, as vezes, que uma reputação chega até os confins do país -
quando na realidade ela escassamente passa das últimas casas de um
bairro, visto que seus pares conhecem-no e associam-se por benesses ou igual distúrbio psicopático.
Se esse alguém pressentir uma contrariedade ou mesmo um adversário, e
perceber nele uma superioridade cultural ou intelectual, conclui
tacitamente e sem consciência clara que este, em igual medida, notará e
sentirá a sua inferioridade e limitação. Essa conclusão desperta o ódio,
o rancor e a raiva mais amarga.
Texto: AnalfaBlog
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