Recentemente estava refletindo sobre minha família, mais
especificamente os filhos, ou melhor dizendo as filhas. Criar filhos é
sempre uma tarefa das mais complicadas e difíceis, pois é muito grande a
responsabilidade de ensinar crianças e jovens ao longo das diferentes
fases do desenvolvimento.
Hoje é uma das funções mais longas acompanhar um filho até que ele
consiga ficar "independente", e, no entendimento dos pais filho é para
toda a vida mesmo que já saiba se cuidar.
Tudo o que lhes acontece nos envolve de uma forma ou de outra, e, pai e
mãe amorosos ficam ao lado, torcem, opinam, ajudam, fazendo de tudo
para que a vida dos filhos seja a mais leve e segura possível.
Claro que vemos - ou ficamos sabendo - de filhos criados com abandono,
seja por negligência ou mesmo falta de informação, oriundos de lares com
pais que concentram-se em problemas mal resolvidos no relacionamento e
negligenciam os filhos deixando-os à própria sorte.
Para um desenvolvimento maduro e saudável, crianças precisam proteção,
segurança e carinho, mas também há de se ter ordem, respeito e limites
que são fundamentais para o equilíbrio da relação afetiva.
Pais socialmente bem formados sabem que dizer "não" pode ser feito sem a dureza e a rispidez que antes predominava, sabem também que o(a) filho(a) precisa ser ouvido, dizer o que pensa, o que sente, e perceber-se como parte fundamental do micro-universo chamado família.
Pais socialmente bem formados sabem que dizer "não" pode ser feito sem a dureza e a rispidez que antes predominava, sabem também que o(a) filho(a) precisa ser ouvido, dizer o que pensa, o que sente, e perceber-se como parte fundamental do micro-universo chamado família.
Nada disso tem relação com inverter os papéis e deixar os filhos
comandar tudo, assim como não há necessidade de comandos rígidos quando
impera o respeito.
Creio que é deveras importante observar que as infelicidades, carências
e desatinos dos pais aparecem na criação dos filhos, surgindo muitas
vezes em atitudes, palavras ou mesmo reações agressivas, e que são, por
omissão ou comodidade, "interpretadas" como - ele tem um temperamento
difícil ou ela tem uma personalidade forte - mas são essas reações que
demonstram no dia a dia, assim como nos comportamentos mais
desajustados, que nos dizem que algo está errado..
Talvez fosse oportuno alguns pais refletirem sobre o que está havendo
em suas próprias vidas quando algo está acontecendo nas vida dos filhos.
Não quero falar de culpas, mas sim de responsabilidades de uns para com
os outros nessa relação simbiótica. Nada acontece isolado. É duro? Mas é
assim, não se pode olhar para a vida confusa dos filhos e dizer que não
temos nada com isso.

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