Por
mais que pareca uma afronta as leis naturais que polarizam as coisas
sempre em dualidades, como por exemplo o mal e seu oposto o bem, ou o
preto e seu alter ego o branco (estou me referindo as cores do espectro
crômico) ou mesmo o certo e o errado, Cuba, essa simpática ilha e seu
tão sofrido povo, parece discordar dessas certezas, e para confirmarmos
isto basta analisar, com isenção, a sua recente história.
Em
uma análise bastante superficial vamos recordar uma Cuba que
inicialmente foi ocupada pelos europeus e denominada "república das
bananas" sendo meticulosamente repartida pelas principais potências
européias da época para ocupação e exploração.
Em muito pouco tempo a Espanha já possuia a ilha e repassou o domínio de Cuba aos EUA como um protetorado.
Bem,
parecia que finalmente Cuba, e seu povo, haviam se livrado da Espanha,
mas logo ficou claro que haviam apenas mudado de feitor!
A partir dessa época todos os produtos cubanos só poderiam ser exportados para os Estado Unidos a preços irrisórios.
Com
a eleição de Fulgêncio Batista, Cuba (o povo cubano) acreditou que suas
preçes haviam sido atendidas e finalmente teria conseguido sua tão
sonhada autonomia.
Lêdo
engano, Fulgêncio Batista era só um político corrupto totalmente
vendido aos interesses americanos que sem qualquer escrúpulo permitiu a
vinda em massa da máfia americana com seus cassinos, asssassinatos,
corrupção, prostituição e drogas.
Por sua vez, Batista promoveu censuras, retaliações e execuções públicas lá pelo fim da década de 50.
O
descontentamento e a pressão levaram a revolução que teve início em 26
de julho de 53 e culminou com a entrada do exército revolucionário em
Havana em 1 de janeiro de 59.
Bem,
parece que agora nas mãos dos "soldados do povo e revolucionários da
pátria", finalmente as provações acabariam para a maravilhosa ilha e seu
sofrido povo... mas, infelizmente não foi o que se viu pois o poder
rapidamente corrompeu almas e corações, e totalmente seduzidos pelo
dinheiro abundante da extinta URSS escravizaram e sufocaram o pacífico
povo cubano começando um novo martírio, agora sob o garrote comunista
com suas normas e leis ditatoriais e assassinas.
Mas, e os EUA? Como ficou a parte deles nessa ladainha?
Os
gringos, daquela época é claro, possuiam 70% das terras aráveis de
Cuba, quase todo o açúcar assim como interesses diversos, e foram
despejados e mandados de volta sem qualquer reparação por terras,
imóveis, cassinos, comércios, equipamentos e insumos que, em primeira
análise, haviam realmente comprado.
Justificando
a abertura deste artigo vemos que a ilha de Cuba, antiga Jóia do
Caribe, tem tudo para ter paz, progresso, turismo farto, e prosperidade,
mas esses elementos não estarão disponíveis enquanto estiver em falta o
componente principal: Liberdade.
Embora
a história seja rica e exemplar, não vou estender-me por questões de
tempo e espaço para texto, mas vocês já podem intuir o porque das
sanções americanas que duram até hoje.
Para quem gostou ou se interessa pelos "fatos reais" da história mundial, sugiro como leitura:
A
invasão da Baía dos Porcos (17 de abril de 1961 a 20 de abril de 1961),
e também A Crise dos Mísseis de Cuba (16 de outubro de 1962 a 28 de
outubro de 1962)
Redação e pesquisa: AnalfaBlog (Paulo Fernandes)
Comentários: AnalfaBlog
Revisão e Análise: Sandra Fernandes
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