Estava a conversar com amigos
quando dei-me conta de algo recorrente nas rodas de assuntos e na mente
das pessoas, a insatisfação com os rumos da política brasileira.
Ao observar os dias atuais em que estamos vivendo, percebemos a
imensa rejeição sofrida pelo atual governo por conta de escândalos,
corrupção e tramoias levadas à público pela imprensa e redes sociais.
Coisas do tipo já ocorreram no passado, mas a dimensão
alcançada nunca foi tão alarmante, e é cedo para saber como serão os
desdobramentos sociais e políticos para a sustentação do atual governo.
A despeito de sua eleição para uma função de tamanha relevância estava ali, diante de todos, uma figura pública polêmica, recheada de promessas dúbias e dona de uma arrogância ímpar e uma prepotência ainda maior, a olhar e se dirigir ao povo como se todos inferiores, pelo menos em sua concepção, fossem.
A despeito de sua eleição para uma função de tamanha relevância estava ali, diante de todos, uma figura pública polêmica, recheada de promessas dúbias e dona de uma arrogância ímpar e uma prepotência ainda maior, a olhar e se dirigir ao povo como se todos inferiores, pelo menos em sua concepção, fossem.
Não é, longe de mim, pensar em denegrir a imagem da principal mandatária do país, mas os fatos falam por si.
Estamos vivendo antes de tudo, uma crise de credibilidade e liderança.
Liderar não tem nada a ver com arrogância e empáfia, mas muitos ainda
acreditam que sem pose e ostentação não se conquista o respeito dos
outros. Um lastimável engano. Pode-se no máximo conseguir subserviência
através de atitudes arrogantes, mas respeito é um valor muito mais
profundo e que só se cativa com "honestidade" - e se formos honestos, de
fato honestos, teremos que admitir que nossa importância é a mesma que a
de qualquer outra pessoa. Podemos ter vivido mais, lido mais, aprendido
ensinamentos que alguns não tiveram acesso, mas de forma nenhuma isso
justifica uma hierarquia dominadora.
Numa relação vertical o superior ordena e os "inferiores"
cumprem e assim elimina-se a troca, que é o elemento fundamental para a
evolução dos costumes, dos relacionamentos e até de uma nação. Trocar é
horizontal. É o que possibilita o olhar, o diálogo e a identificação. No
momento em que eu contribuo para a sociedade com o que sei e aceito que
colaborem comigo na mesma medida, ensinando-me o que não sei,
estabelece-se uma relação producente e o respeito mais absoluto, aquele
que não é fruto de uma imposição mas de uma admiração sincera.
Esse talvez seja o calcanhar de Aquiles do sistema comunista de
governar onde o governo tudo pode e ordena, como o grande e todo
poderoso pai, e o povo submete-se como filho incapaz ou "legalmente"
incapacitado.
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