terça-feira, 24 de março de 2015

Governo Brasileiro: Crise de credibilidade ou liderânça?

         Estava a conversar com amigos quando dei-me conta de algo recorrente nas rodas de assuntos e na mente das pessoas, a insatisfação com os rumos da política brasileira.
          Ao observar os dias atuais em que estamos vivendo, percebemos a imensa rejeição sofrida pelo atual governo por conta de escândalos, corrupção e tramoias levadas à público pela imprensa e redes sociais. 
       Coisas do tipo já ocorreram no passado, mas a dimensão alcançada nunca foi tão alarmante, e é cedo para saber como serão os desdobramentos sociais e políticos para a sustentação do atual governo.
           A despeito de sua eleição para uma função de tamanha relevância estava ali, diante de todos, uma figura pública polêmica, recheada de promessas dúbias e dona de uma arrogância ímpar e uma prepotência ainda maior, a olhar e se dirigir ao povo como se todos inferiores, pelo menos em sua concepção, fossem.
           Não é, longe de mim, pensar em denegrir a imagem da principal mandatária do país, mas os fatos falam por si.
          Estamos vivendo antes de tudo, uma crise de credibilidade e liderança. Liderar não tem nada a ver com arrogância e empáfia, mas muitos ainda acreditam que sem pose e ostentação não se conquista o respeito dos outros. Um lastimável engano. Pode-se no máximo conseguir subserviência através de atitudes arrogantes, mas respeito é um valor muito mais profundo e que só se cativa com "honestidade" - e se formos honestos, de fato honestos, teremos que admitir que nossa importância é a mesma que a de qualquer outra pessoa. Podemos ter vivido mais, lido mais, aprendido ensinamentos que alguns não tiveram acesso, mas de forma nenhuma isso justifica uma hierarquia dominadora.
              Numa relação vertical o superior ordena e os "inferiores" cumprem e assim elimina-se a troca, que é o elemento fundamental para a evolução dos costumes, dos relacionamentos e até de uma nação. Trocar é horizontal. É o que possibilita o olhar, o diálogo e a identificação. No momento em que eu contribuo para a sociedade com o que sei e aceito que colaborem comigo na mesma medida, ensinando-me o que não sei, estabelece-se uma relação producente e o respeito mais absoluto, aquele que não é fruto de uma imposição mas de uma admiração sincera.
             Esse talvez seja o calcanhar de Aquiles do sistema comunista de governar onde o governo tudo pode e ordena, como o grande e todo poderoso pai, e o povo submete-se como filho incapaz ou "legalmente" incapacitado.

Comentários: AnalfaBlog.

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