É inevitável, após o incidente com o jornal satírico francês Charlie Hebdo não recordar os terríveis acontecimentos do dia 11 de setembro assim como refletir sobre suas causas e consequências.
A natureza, indomável com seus tornados, terremotos, tsunamis e vulcões não cria nem destrói, ela transforma, são os homens que criam e destroem.
O evento de 11 de setembro, quando dois símbolos da supremacia financeira e militar norte-americana foram alvos de ataques terroristas, me pareceu uma cruel inversão das cruzadas da idade média, quando então os cristãos marchavam da Europa ate Jerusalém para "liberta-la" do domínio islâmico. Os, na época, "Soldados de Cristo" mataram todos os judeus e muçulmanos que encontraram pela frente, em massacres indescritíveis e abomináveis. E isso em nome de sua religião, de sua profunda crença de que suas ações homicidas eram totalmente justificadas pelo seu objetivo último, a busca pela redenção no dia do juízo final.
Para os participantes das cruzadas, não havia uma distinção entre a realidade e a fantasia. Suas vidas eram parte do grande drama apocalíptico, que pregava que seu martírio e heroísmo seriam consagrados por toda a eternidade no "paraíso",
O mesmo tipo de extremismo religioso leva os terroristas islâmicos a se suicidarem contra alvos inimigos e matarem milhares de pessoas. A guerra deles, o Jihad, é uma guerra tão santa quanto foram as cruzadas para os católicos da Europa medieval, e igualmente assassina e covarde.
O mesmo tipo de extremismo religioso leva os terroristas islâmicos a se suicidarem contra alvos inimigos e matarem milhares de pessoas. A guerra deles, o Jihad, é uma guerra tão santa quanto foram as cruzadas para os católicos da Europa medieval, e igualmente assassina e covarde.
A violência abominável desse ultimo evento nos mostra como de fato mudamos pouco nos últimos mil anos. Se antes usávamos lanças, flechas e espadas para matar, hoje usamos aviões, armas e bombas mas o fim e o mesmo.
Nossa imaturidade como espécie jamais foi tão flagrante como agora. Mil anos de "evolução" não foram capazes de amenizar o extremismo religioso que dita o comportamento de tantos indivíduos, incluindo aqueles que optam por matar em nome de sua crença.
Nossa imaturidade como espécie jamais foi tão flagrante como agora. Mil anos de "evolução" não foram capazes de amenizar o extremismo religioso que dita o comportamento de tantos indivíduos, incluindo aqueles que optam por matar em nome de sua crença.
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