sábado, 4 de janeiro de 2014

Segurança pública, uma piada séria.

     

        Estava eu passando os olhos por um jornal da capital e logo deparei-me com um fato já rotineiro: Em uma revista interna (que, diga-se de passagem, são raras) foram encontrados 60 celulares, carregadores, maconha, cocaína e crack. É realmente dantesco que os traficantes comandem suas ações criminosas com toda a segurança de dentro dos presídios, deixando a justiça de mãos atadas pois torna-se inócuo ameaçar com penas de prisão a quem já encontra-se encarcerado, com toda a liberdade.
     E o mais assustador é perceber que os chefões do crime gozam de maior liberdade de ação no cárcere do que soltos.
     É por demais sabido que tudo que entra no sistema prisional tem preços altíssimos, então uma sugestão poderia ser dar a cada detento que chega, um celular novo. Absurdo? Pode até ser, mas com isso se evitaria o delito do tráfico de aparelhos nos presídios.
     Logicamente a sugestão acima é uma brincadeira, mas por vezes tem-se a impressão que a segurança pública também o é. Observe-se o fato de que nunca se descobre como esses aparelhos entram nos presídios, apesar das vigilâncias e revistas pessoais rigorosas. Alguns parecem pensar que as revistas deveriam estender-se a advogados, policiais, guardas internos e até mesmo ao diretor. Bem, poderia dar certo mas quem sabe, ainda iriam faltar a bruxa malvada, a branca de neve e o papai noel.
    É preocupante constatar o fato de que o crime só é chefiado de dentro das penitenciárias porque a segurança pública não tem competência e nem vontade para controlar os presos daqui de fora.
     Depois das autoridades falharem vergonhosamente na tentativa de interceptar ou mesmo bloquear as ligações nos presídios, podem até pensar (como em tantas outras ocasiões em que deram com a cara na parde de suas digníssimas incompetências) em liberar geral e fornecer à opinião pública mais uma desculpa esfarrapada acompanhada de laudos e estudos feitos por " renomados especialistas".
     Aguardem pois vamos chegar ao dia em que ao chamar um preso para interroga-lo, o diretor receberá como resposta: Peça para ele aguardar um pouco que estou em uma ligação interurbana importante.

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