terça-feira, 19 de outubro de 2010

Televisão: Quem te viu...

     No passado as sociedades experimentaram diversas formas de repressão, que se instalaram em varios contextos sócio políticos e sócio culturais.
  Nos ultimos anos entretanto percebe-se notadamente que estamos vivenciando uma tendência exacerbada de flexibilizar e aceitar tudo, talvez numa tentativa desorientada de recuperar o tempo perdido de tanta repressao.
Existe hoje uma constante pressão para que tudo seja visto com extrema naturalidade. Chegou-se a um ponto em que tudo se pode justificar, seja pelo dinheiro ou pela diversão.
Se uma determinada conduta confere diversão ou gera receita financeira a alguém, é proibido abarca-la na questão de certo ou errado. 
Quem ousar criticar ou adentrar no âmbito do "certo ou errado" é atacado e logo taxado de moralista e conservador por jornalistas, comunicadores, e qualquer um que pertenca ao círculo da mídia.
Falar em moral, valores, questionar condutas, debater a erotização da televisão e a instigação sexual precoce propiciada pela exposição, ou qualquer coisa do gênero virou sinônimo de caretice e conservadorismo.
Nos dias atuais tentar resgatar valores é "querer dar aula de moral" em tempos de Baco.
O resultado é triste. 
A Sociedade não consegue mais distinguir o que é ser um moralista conservador (sujeito chato e totalmente fora do contexto atual) e o que é ter senso crítico.
A televisão apresenta programas cada vez mais chulos e valores cada vez mais deturpados. A mulher é usada como objeto sexual de uso e desuso apenas para enfeitar o ambiênte, e o mais impressionante é percebermos que estão totalmente a vontade naquilo que acabou sendo denominado "Hall of Stars in the show business". 
A possibilidade de fama e dinheiro fácil a todos seduz.
Neste prisma, mercantilizar o corpo feminino se tornou instrumento indispensável para atrair ibope.
Programas de televisão idiotizam a mulher nas situações mais gratuitas.
Vejamos:

É isso que você assiste com a família quando chega do trabalho?

É isso que seus filhos estão ouvindo?
Esses são nossos exemplos de sucesso?

Esses são os modelos identificatórios de suas filhas?

Esses são os referenciais que elas tem?
E para os adolescentes quais são os referenciais de sucesso?
Quais são nossos valores afinal? 
São esses que a mídia nos transmite?
Não permita que essa tendência confunda e molde sua visão. 
Não seja conivente com a inversão de valores. 
Assistir, não só é normal como torna-se prazeroso, mas quantos estarão prontos para ver sem se envolver, assistir sem copiar ?
Fique esperto.
Isso não é falso moralismo, não sou retrógrado, gosto de TV e até tenho alguns ídolos, apenas as vezes percebo algo a incomodar meus sentidos:
É meu senso crítico.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postagem destaque do Mês.

O Brasil que eu tanto quero.

                      É manhã de quase primavera e realmente parece que o dia promete ser lindo, um ímpar presente da natureza para...